sábado, 28 de abril de 2012

A Importância da Escola no Aprendizado do Idioma


Estamos vivendo na sociedade da informação, caracterizado pela globalização econômica, pelos avanços científicos e as novas tecnologias, esses requisitos são fatores que motivam as reformas significativas nos programas de formação educacional em nosso país, como em outros países estrangeiros. O desafio agora é treinar os jovens a serem capazes, de se adaptarem às circunstâncias completamente novas em um mundo em mudança.  
  
Um dos objetivos de médio prazo a ser observado é desenvolver o potencial da educação infantil, pois tudo começa aqui. Para fazer isso, a idade de partida deve ser reduzida de matrícula a um modelo flexível. O estabelecimento de um nível básico deve servir como uma ponte entre a pré-escola e os primeiros anos do ensino fundamental, esse modelo já está tomando forma na maioria dos países europeus, onde desde cedo se aprende além da língua materna, outros idiomas, mas não de uma forma superficial e sim bem incisiva, diferente do nosso Brasil. 

A roupagem que está sendo seguida em alguns países desenvolvidos é de manter um esforço para melhorar suas habilidades de leitura e escrita na língua materna. Por razões relacionadas com a neuropsicologia, ficou provado que a educação precoce é particularmente eficaz para a o aprendizado nos idiomas. Por isso, prevê a introdução do ensino de duas línguas estrangeiras desde o nível primário. 

Outro desafio é feita pela tecnologia da informação e comunicação que deve ser integrado como um instrumento de trabalho em todos os níveis de escolaridade, tanto para professores como para alunos. A integração educacional e cultural da língua estrangeira para a criança e jovem é um desafio constante. 

Em uma comparação internacional, tomando como base, por exemplo, a Suíça, a proporção de jovens de culturas estrangeiras é relativamente alta e, portanto, requer atenção especial. Todas as crianças de origem estrangeira, independentemente do seu estatuto, podem ser integradas na escola. Isto é em parte uma tarefa da escola para garantir a coexistência de línguas estrangeiras no currículo escolar.

Quanto mais cedo à criança der os primeiros passos no aprendizado da língua estrangeira, mais fácil será para absorvê-la.

Por Apolônio Alves

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Judaísmo, A Herança de um Povo


Dentre as muitas religiões que temos espalhadas pelo mundo, o judaísmo é sem dúvida a primeira religião monoteísta que apareceu no cenário histórico. A crença principal é fundamentada na existência de apenas um único Deus soberano e todo poderoso, que através dele tudo foi criado. O Torá narra uma aliança feita entre os Hebreus e Deus, nesse acordo esse povo seria propriedade exclusiva de Deus e eles habitariam a terra prometida.

A fé judaica nos dias de hoje é praticada em diversos lugares, mas a maior concentração de praticantes é no estado de Israel, onde está localizada Jerusalém cidade que tem um grande significa político e religioso para esse povo.


A história de um povo

Muito se escreveu sobre a história dos Judeus, mas encontramos na Bíblia o contexto correto para entendermos a história desse povo. Como vemos nas sagradas escrituras, por volta de 1.800 a.C. aproximadamente, Abraão escutou a voz de Deus para abandonar o politeísmo e partir para Canaã (nome proveniente de seus antigos habitantes, os cananeus), também conhecido como seu atual nome Palestina (é um nome derivado de "filisteus", em hebraico pelishtim). Abraão teve um filho chamado Isaque, esse por sua vez teve um filho chamado Jacó. Na narrativa Bíblica num certo dia, Jacó luta com um anjo de Deus e tem seu nome mudado para Israel. Dos doze filhos de Jacó que se originam as doze tribos que formavam o povo judeu.

Por volta de 1.700 a.C., o povo judeu se refugia no Egito fugindo de uma grande fome e escassez, porém são escravizados pelos faraós por aproximadamente 430 anos, quando um dos faraós esqueceu dos feitos de José, filho de Abraão. Por volta de aproximadamente 1.300 a.C. se deu a libertação desse povo das terras do Egito. A fuga do Egito foi liderada por Moisés, que foi o escolhido de Deus para tal tarefa, depois de ver uma sarça no deserto queimando, mas sem se consumir e uma voz vinda de Deus em sua direção, dizendo como deveria ser o plano de libertação do seu povo. Depois de haver libertado o povo recebe as tábuas dos Dez Mandamentos no monte Sinai. Por conta da dureza do coração e da desobediência o povo passou 40 anos peregrinando pelo deserto, até receberem a ordem de Deus para voltarem para a terra prometida, a tão esperada Canaã.

 Foi por volta de 1.011 a.C., aproximadamente sete anos depois de sua unção pelo Profeta Samuel, foi que Davi tornou-se rei de Judá. Ele não reinou diretamente em Jerusalém, mas primeiro reinou sete anos em Hebrom. O filho de Saul Is-Bosete, foi feito rei de Israel. Isso foi sete anos e meio antes de Davi começar a reinar em Jerusalém, sobre toda a nação de Israel e sobre Judá. Davi reinou então, sete anos em Hebrom e trinta e três anos em Jerusalém, no total Davi reinou quarenta anos. A cidade de Jerusalém é transformada num centro religioso pelo rei Davi. Após o reinado de Salomão, filho de Davi, as tribos dividem-se em dois reinos (933-587 AC), Reino de Israel (norte) e Reino de Judá (sul). É Neste período de divisão, que aparece a crença da vinda de um Messias, que seria o Salvador, que iria juntar o povo de Israel e restaurar o reino de Deus sobre toda humanidade.

 A primeira diáspora judaica aconteceu provavelmente no ano de 586 a.C., quando o rei babilônico Nabucodonosor, invadiu o reino de Judá. Em 722 a.C., quando o reino de Israel ao norte é destruído pelos assírios e as dez tribos de Israel são levadas como cativas à Assíria e Judá passa a pagar altíssimos impostos para evitar a invasão, o que não será possível negociar com Nabucodonosor. A invasão de Nabucodonosor é feita em três investidas, a primeira leva cativo o rei de Judá e parte do povo como príncipes e sábios da terra. Em uma segunda rebelião, Jerusalém é cercada por aproximadamente dois anos e num segundo cativeiro são levados mais de 10.000 Hebreus. Uma terceira rebelião faz com que Jerusalém seja totalmente destruída, os muros são derrubados, o Templo destruído e seus tesouros saqueados.

Em 70 d.C., os romanos invadem a Palestina sob o comando do general Tito e o templo de Jerusalém é destruído, no século seguinte em 135 d.C., a cidade de Jerusalém, passou por uma nova diáspora judaica. Após todos esses fatos os Judeus foram espalhados para outros países da Ásia Menor, África ou sul da Europa, mas mantendo sempre sua história, cultura e religião sempre acesa em suas memórias. Acredita-se que aproximadamente seis milhões de judeus foram exterminados em um verdadeiro genocídio durante a Segunda Guerra Mundial nos campos de concentração nazista. Isso impulsionou o restabelecimento do Estado de Israel em 14 de maio de 1948. Nessa data o povo Judeu retorna a pátria depois de quase 2.000 anos em domínio estrangeiro.

 A literatura sagrada dos Judeus

Os Judeus têm dois livros que eles consideram de grande estima, o primeiro é a Torá, também conhecido como Pentateuco, para os judeus esse livro além de estimado é considerado sagrado, pois foi revelado diretamente por Deus a Moisés. Os livros que compõem a Torá são: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio.

O Talmude é o livro que reúne muitas das tradições orais dos Judeus, nele há o registro das discussões rabínicas concernentes à lei, ética, costumes e história do judaísmo. O Talmude divide-se em quatro livros: Mishnah, Targumin, Midrashim e Comentários.

 Rituais e símbolos judaicos

Como o templo de Jerusalém havia sido destruído em 586 a.C., e os Judeus sentiam necessidade de adorar a Deus, eles instituíram um templo chamado de Sinagoga, um lugar para realização dos seus cultos. Nesses cultos o seu dirigente é um sacerdote, que era um mestre da lei chamado de rabino. O judaísmo tem como seu símbolo sagrado o menorá, um candelabro com sete braços.

Os Judeus têm como ato ritualista a circuncisão dos meninos ao completarem oito anos de vida. A circuncisão mostrava que aquela criança fazia parte da aliança de Deus feita com o povo de Israel. Quando uma menina atinge os 12 anos de idade e um dia celebra-se o Bat Mitzvá, que significa filha da lei e os meninos ao completarem 13 anos e um dia celebra-se o Bar Mitzvá, que significa filho da lei, esse ritual identifica que pela lei judaica eles são responsáveis pelos seus atos.

Dentro das sinagogas, existe uma arca, que simboliza a ligação entre Deus e o Povo Judeu. Nesta arca são guardados os pergaminhos sagrados da Torá.

O uso do kipá pelos homens, que é uma pequena touca, que representa o respeito a Deus no momento das orações.

As festas judaicas e seus significados

O calendário judaico é lunisolar, por esse motivo as datas das festas religiosas são flexíveis. As principais são as seguintes:

Purim -essa festa celebra o grande livramento de Deus em meio ao massacre preparado pelo rei persa Assuero.
Páscoa ( Pessach ) - é comemorado a libertação do povo judeu quando esse era escravo no Egito.
Shavuót - celebra a revelação da Torá ao povo de Israel.

Rosh Hashaná - é comemorado o Ano-Novo judaico.
Yom Kipur - é celebrado o dia do perdão. Os judeus fazem jejum por 25 horas e fazem orações constantes.
Sucót -lembra a peregrinação de 40 anos no deserto, após a libertação do cativeiro do Egito.
Chanucá - comemora o fim do domínio assírio e a restauração do tempo de Jerusalém.
Simchat Torá - celebra a entrega dos Dez Mandamentos a Moisés.


 Por: Apolônio Alves

quinta-feira, 26 de abril de 2012

São Cipriano e o Livro da Capa Preta


Uma Palavra Sobre o Livro de São Cipriano

O livro de São Cipriano é altamente demoníaco com magias e invocação ao diabo, mas temos que entender que o mundo jaz no maligno e que desde a fundação do mundo o diabo tenta confundir aqueles que pertencem a Deus. O intuito desse artigo é entendermos que o diabo veio realmente para matar e destruir, aqueles que se afastam de Deus. Conheça um pouco mais dessa história e que Deus possa usar esse conhecimento para Glória Dele.

A Lenda

A lenda de São Cipriano, o feiticeiro, confunde-se com São Cipriano de Cartago, santificado pela Igreja Católica, conhecido como o Papa Africano. Apesar do abismo histórico que os afasta, as lendas combinam-se e os Ciprianos, muitas vezes, tornam-se um só na cultura popular. É comum encontrarmos fatos e características pessoais atribuídas equivocadamente. Além dos mesmos nomes, os mártires coexistiram, mas em regiões distintas.

Cipriano, o feiticeiro, é celebrado no dia 2 de outubro. Foi um homem que dedicou boa parte de sua vida ao estudo das ciências ocultas. Após deparar-se com a jovem Justina, converteu-se ao cristianismo. Martirizado e canonizado, sua popularidade cresceu devido ao famoso Livro de São Cipriano, um compilado de rituais de magia.

O Feiticeiro

Filho de pais pagãos e muito ricos, nasceu em 250 d.C. na Antioquia, região situada entre a Síria e a Arábia, pertencente ao governo da Fenícia. Desde a infância, Cipriano foi induzido aos estudos da feitiçaria e das ciências ocultas como a alquimia, astrologia, adivinhação e as diversas modalidades de magia.

Após muito tempo viajando pelo Egito, Grécia e outros países aperfeiçoando seus conhecimentos, aos trinta anos de idade Cipriano chega à Babilônia a fim de conhecer a cultura ocultista dos Caldeus. Foi nesta época que encontrou a bruxa Évora, onde teve a oportunidade de intensificar seus estudos e aprimorar a técnica da premonição. Évora morreu em avançada idade, mas deixou seus manuscritos para Cipriano, dos quais foram de grande proveito. Assim, o feiticeiro dedicou-se arduamente, e logo se tornou conhecido, respeitado e temido por onde passava.

A Conversão Cristã

Vivia em Antioquia a bela e rica donzela Justina. Seu pai Edeso e sua mãe Cledonia, a educaram nas tradições pagãs. Porém, ouvindo as pregações do diácono Prailo, Justina converteu-se ao cristianismo, dedicando sua vida as orações, consagrando e preservando sua virgindade. Um jovem rico chamado Aglaide apaixonou-se por Justina. Os pais da donzela (também convertidos à fé Cristã) concederam-na por esposa. Porém, Justina não aceitou casar-se. Aglaide recorreu a Cipriano para que o feiticeiro aplicasse seu poder, de modo que a donzela abandonasse a fé e se entregasse ao matrimônio.

Cipriano investiu a tentação demoníaca sobre Justina. Fez uso de um pó que despertaria a luxúria, ofereceu sacrifícios e empregou diversas obras malignas. Mas não obteve resultado, pois Justina defendia-se com orações e o Sinal da Cruz.

A ineficácia dos feitiços fez com que Cipriano se desiludisse profundamente perante sua fé e se voltasse contra o demônio. Influenciado por um amigo cristão de nome Eusébio, o bruxo converteu-se ao cristianismo, chegando a queimar seus manuscritos de feitiçaria e distribuir seus bens entre os pobres.

Os Fantasmas

Em um capítulo de seu livro, Cipriano narra um episódio ocorrido após sua conversão:

"Numa noite de sexta-feira, caminhava por uma rua deserta quando se deparou com quatorze fantasmas. Essas aparições eram bruxas que imploravam ajuda. Cipriano respondeu-lhes que havia se arrependido de sua vida de feiticeiro, e que havia se tornado temente a Jesus Cristo. Logo depois caiu em sono profundo, e sonhou que a oração do Anjo Custódio o livraria daqueles fantasmas. Ao despertar teve uma breve visão do Anjo. Assim, auxiliado pela oração de São Gregório e do Anjo Custódio, esconjurou e livrou a alma atormentada das bruxas."

A Morte

As notícias da conversão e das obras cristãs de Cipriano e Justina, chegaram até o imperador Diocleciano que se encontrava na Nicomédia. Assim, logo foram perseguidos, presos e torturados. Frente ao imperador, viram-se forçados a negar a fé cristã. Justina foi chicoteada, e Cipriano açoitado com pentes de ferro. Não cederam.

Irritado com a resistência, Diocleciano ainda lançou Cipriano e Justina numa caldeira fervente de banha e cera. Os mártires não renunciaram, e tampouco transpareciam sofrimento. O feiticeiro Athanasio (que havia sido discípulo de Cipriano) julgou que as torturas não surtiam efeito devido a algum sortilégio lançado por seu ex-mestre. Na tentativa de desafiar Cipriano e elevar a própria moral, Athanasio invocou os demônios e atirou-se na caldeira. Seu corpo foi dizimado pelo calor em poucos segundos.

Após este fato, o imperador Diocleciano finalmente ordenou a morte de Justina e Cipriano. No dia 26 de Setembro de 304, os mártires e um outro cristão de nome Teotiso, foram decapitados às margens do Rio Galo da Nicomédia. Os corpos ficaram expostos por 6 dias, até que um grupo de cristãos recolheu e os levou para Roma, ficando sob os cuidados de uma senhora chamada Rufina. Já no império de Constantino, os restos mortais foram enviados para a Basílica de São João Latrão.

O Livro

O famoso Livro de São Cipriano foi redigido antes de sua conversão, mas o mistério que envolve a vida do Santo interfere também em seu livro. Uma parte dos manuscritos foi queimada por ele mesmo. A questão é que não se sabe quando, e por quem os registros foram reunidos e traduzidos do hebraico para o latim, e posteriormente levados para diversas partes do mundo. No decorrer dos anos, o conteúdo sofreu alterações significativas. Houve uma adaptação de acordo com as necessidades e possibilidades contemporâneas; além da adequação necessária na tradução para os vários idiomas. Esses fatores colocam em dúvida a fidelidade das versões recentes, se comparadas às mais antigas.

Atualmente, não é possível falar do Livro, mas sim dos Livros de São Cipriano. As edições capa preta e capa de aço; ou aquelas intituladas como o autêntico, o verdadeiro, ou o único, enfatizam um mesmo acervo mágico central, e ainda exaltam o cristianismo e a vitória do bem sobre o mal. Porém, existem grandes diferenças no conteúdo. Enquanto alguns exemplares apresentam histórias e rituais inofensivos, outros apelam para campos negativistas e destrutivos da magia.

Num aspecto geral, encontra-se instruções aos religiosos para tratar de uma moléstia, além de cartomancia, esconjurações e exorcismos. A Oração da Cabra Preta, Oração do Anjo Custódio e outras da crença popular também são inclusas (Magnificat, Cruz de São Bento, Oração para Assistir aos Enfermos na Hora da Morte, etc.). Além dos rituais de como obter um pacto com o demônio, como desmanchar um casamento e da caveira iluminada com velas de sebo.

No Brasil, o Livro de São Cipriano é usado largamente nas religiões afro-brasileiras, e se tornou um "almanaque ocultista" de fácil acesso que se dilui na crendice popular. Há ainda os mitos que o cercam: muitos consideram ser pecado possuí-lo ou simplesmente tocá-lo. De qualquer forma, o tema São Cipriano e tudo que o cerca, é um campo de estudo e pesquisa muito interessante para todos que querem aprender as armadilhas do diabo.

Fonte: Spectrum

quarta-feira, 25 de abril de 2012

O Concílio de Nicéia e a Heresia Ariana



O século quarto deu início ao período em que a Igreja começou a delinear a manifestação de sua crença, tal como é até os dias de hoje. Este processo se deu através da superação de várias divergências teológicas. Nos séculos anteriores, como já dissemos aqui, Jesus Cristo era o assunto fundamental do pensamento da Igreja, como deveria ter sido sempre.

Com a ascensão de Constantino, que como também já dissemos decidiu se “apropriar” do cristianismo, sustentando seus templos e seus bispos financeiramente, em troca de interferir nas decisões da recém criada Igreja Católica, o palco estava pronto para uma série de conflitos teológicos que duraria do quarto até o oitavo século.

A primeira destas grandes controvérsias se deu em torno da doutrina da Trindade. As discussões concernentes à natureza de Cristo tomavam corpo nas Igrejas do mundo todo, particularmente nas do oriente, que influenciadas pela cultura grega possuíam um interesse profundo pelas questões doutrinárias.

Ainda no princípio deste século quarto, o Presbítero Ário de Alexandria criou uma teoria segundo a qual Jesus Cristo não era nem homem nem Deus, mas um ser intermediário que era superior aos homens e inferior ao Deus Pai. Desta forma, Cristo não poderia ser eterno, já que tendo sido gerado pelo Pai em uma época determinada havia existido um tempo em que Jesus não existia. Ao mesmo tempo afirmava que Deus seria um grande e eterno mistério, oculto em si mesmo, e que nenhuma criatura conseguiria revelá-lo, visto que Ele não pode revelar a si mesmo. Com esta linha de pensamento, o historiador H. M. Gwatkin afirmou em seu livro The Arian Controversy (A Disputa Ariana): “O Deus de Ário é um Deus desconhecido, cujo ser se acha oculto em eterno mistério.

O arianismo enveredou pelo caminho do engano ao interpretar erroneamente algumas passagens bíblicas que demonstravam as qualidades humanas de Jesus, como o cansaço (Jo 4.6) e também por não conseguir compreender a relação triuna do Deus Filho Jesus com o Deus Pai, como quando Ele alega não saber a data de seu retorno (Mt 24.36).

Jesus era completamente Deus, mas Ele também era completamente humano. Jesus não se tornou um ser humano até a sua encarnação. Portanto, as limitações de Jesus como um ser humano não têm nenhum impacto em sua natureza divina ou em sua existência eterna. Outro erro grave de sua interpretação bíblica está no significado que dava ao termo “primogênito” (Rm 8.29, Cl 1.15-20).

A interpretação dos arianos para o termo primogênito nestes versículos defende que este termo tinha o mesmo significado de quando trata dos primogênitos humanos. Desta forma, acreditavam que Jesus “nasceu” ou foi “criado” como o primeiro ato de Criação. Contudo, a expressão utilizada aqui serve como a antropopatia que também é largamente utilizada nas Escrituras: serve para dar a uma realidade espiritual um sentido que o homem possa compreender. Jesus mesmo proclamou sua auto-existência e sua eternidade (Jo 8:58, 10:30). A Bíblia nos diz que Jesus “estava com Deus” (Jo 1.1-2). O filho primogênito de uma família ocupava nos tempos bíblicos uma posição de grande honra e destaque, e seria o sucessor e herdeiro dos bens e da autoridade familiar de seu pai. (Gn 49.3, Êx 11.5, 34.19, Nm 3.40, Sl 89.27, Jr 31.9). Assim também é que Jesus é o primogênito de Deus. Jesus é o membro mais honrado e destacado da família de Deus. Jesus é o ungido, o “Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz” (Isaías 9:6). O arianismo teve muita força entre os visigodos espanhóis. O rei Leovigildo mandou executar o próprio filho, Hermenegildo, por este ter negado sua fé ariana.

O Concílio de Níceia

Para resolver a controvérsia entre Alexandre e Ário, Constantino, então auto-proclamado “patrono da igreja” convocou este que foi o primeiro Concílio Geral da Igreja, realizado na cidade de Nicéia na Ásia Menor e que reuniu 318 bispos por um período de três meses, no ano de 325.

Este concílio teve claras duas posições diametralmente opostas: Segundo Ário, presbítero de Alexandria, somente Deus Pai seria eterno não gerado. O Logos, o Cristo preexistente, seria mera criatura. Criado a partir do nada, nem sempre existiria. O Cristo existiria num tempo anterior à nossa existência temporal, mas não era eterno. Em oposição a Ário se colocaram Alexandre e Atanásio que afirmava que o Logos era eterno e era o próprio Deus que apareceu em Jesus. Segundo sua brilhante defesa da trindade:

“Deus é Pai apenas porque é o Pai do Filho. Assim o Filho não teria tido começo e o Pai estaria com o Filho eternamente. Portanto, o Filho seria o filho eterno do Pai, e o Pai, o Pai eterno do Filho.”

Atanásio acabou por conseguir uma grande vitória neste concílio que terminou por declarar a divindade de Cristo, que, conforme concluiu o Concílio, “era da mesma substância do Pai”. Uma característica marcante deste concílio foi a de que a maioria de seus bispos eram pastores, e não teólogos. Esta característica acabou por ajudar na defesa de Atanásio, que apelou para a fé dos bispos ali reunidos, fé esta que era resultado de sua experiência cristã. Ao final do concílio, a cristologia equivocada de Ário foi rejeitada em Nicéia. O seguinte credo da Igreja surgiu deste concílio:

“um só Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus; gerado do pai, unigênito da essência do Pai, Deus de Deus, Luz de Luz, verdadeiro Deus de verdadeiro Deus, gerado não feito, consubstancial com o Pai, por quem todas as coisas foram feitas no céu e na terra; o qual, por nós homens e pela nossa salvação desceu do céu e encarnou e foi feito homem todos os que dizem que houve um tempo que ele não existiu, ou que não existiu antes de ser feito, e que foi feito do nada ou de alguma outra substância ou coisa, ou que o Filho de Deus é criado ou mutável, ou alterável, são condenados pela Igreja”.

Fonte: palavraqueliberta

quinta-feira, 19 de abril de 2012

O Terror do Holocausto

 Grupo de judeus no campo de concentração de Auschwitz.

 
Nossa relação com o passado se dá de diferentes formas e a partir da interpretação das experiências vividas, o homem passa a ditar determinadas ações de sua vida cotidiana. Geralmente, as experiências ruins são respondias com ações e ideias que evitam a repetição de um mesmo infortúnio. Um claro caso desse tipo de relação do passado pode ser notado quando fazemos menção ao Holocausto.

O Holocausto foi uma prática de perseguição política, étnica, religiosa e sexual estabelecida durante os anos de governo nazista de Adolf Hitler. Segundo a ideologia nazista, a Alemanha deveria superar todos os entraves que impediam a formação de uma nação composta por seres superiores. Segundo essa mesma ideia, o povo legitimamente alemão era descendente dos arianos, um antigo povo que – segundo os etnólogos europeus do século XIX – tinham pele branca e deram origem à civilização europeia.

Dessa forma, para que a supremacia racial ariana fosse conquistada pelo povo alemão, o governo de Hitler passou a pregar o ódio contra aqueles que impediam a pureza racial dentro do território alemão. Segundo o discurso nazista, os maiores culpados por impedirem esse processo de eugenia étnica eram os ciganos e – principalmente – os judeus. Com isso, Hitler passou a perseguir e forçar o isolamento em guetos do povo judeu da Alemanha.

Dado o início da Segunda Guerra, o governo nazista criou campos de concentração onde os judeus e ciganos eram forçados a viver e trabalhar. Nos campos, os concentrados eram obrigados a trabalhar nas indústrias vitais para a sustentação da Alemanha na Segunda Guerra Mundial. Além disso, os ocupantes dos campos viviam em condições insalubres, tinham péssima alimentação, sofriam torturas e eram utilizados como cobaias em experimentos científicos.

É importante lembrar que outros grupos sociais também foram perseguidos pelo regime nazista, por isso, foram levados aos campos de concentração. Os homossexuais, opositores políticos de Hitler, doentes mentais, pacifistas, eslavos e grupos religiosos, tais como as Testemunhas de Jeová, também sofreram com os horrores do Holocausto. Dessa forma, podemos evidenciar que o holocausto estendeu suas forças sobre todos aqueles grupos étnicos, sociais e religiosos que eram considerados uma ameaça ao governo de Adolf Hitler.

Com o fim dos conflitos da 2ª Guerra e a derrota alemã, muitos oficiais do exército alemão decidiram assassinar os concentrados. Tal medida seria tomada com o intuito de acobertar todas as atrocidades praticadas nos vários campos de concentração espalhados pela Europa. Porém, as tropas francesas, britânicas e norte-americanas conseguiram expor a carnificina promovida pelos nazistas alemães.

Depois de renderem os exércitos alemães, seus principais líderes foram julgados por um tribunal internacional criado na cidade alemã de Nuremberg. Com o fim do julgamento, muitos deles foram condenados à morte sob a alegação de praticarem crimes de guerra. Hoje em dia, muitas obras, museus e instituições são mantidos com o objetivo de lutarem contra a propagação do nazismo ou ódio racial.

Fonte: Brasil Escola

terça-feira, 17 de abril de 2012

O que nasce primeiro – o ovo ou a galinha?

Já todos ouvimos falar deste mistério sobre o que nasceu primeiro: o ovo ou a galinha e ficamos sempre a pensar qual será a verdadeira resposta. Neste artigo vamos explicar cientificamente o que nasceu primeiro, se foi o ovo ou se foi a galinha! O inicio do processo de formação do ovo acontece nos ovários da galinha. Por esta simples razão os cientistas deduzem que a galinha tem que nascer primeiro que o ovo, facto essencial para existir a formação do ovo! 

 Este estudo, realizado nas universidades de Sheffield e Warwick, no Reino Unido, dá como provado que nos ovários da galinha tem que estar presente a tal proteína que faz desencadear todo o processo que permite a formação do ovo. Esta proteína, a ovocledidina (OC-17), serve de catalisador para o crescimento cristalino essencial à constituição da casca do ovo. Todos nós julgávamos que era o ovo que nascia primeiro, mas com este “simples” estudo, concluímos cientificamente que tem que ser a galinha a nascer primeiro. Através de um supercomputador, o Hector – High-End Computing Terascale Resources, presente na Universidade de Edimburgo, foi possível realizar uma potente ampliação de todo o processo de crescimento da casca do ovo, revelando que a tal proteína é de facto a responsável por dar início a este processo.

 Estas provas são importantes, principalmente no desenvolvimento de materiais de características novas e diferentes. Muitas das descobertas realizadas nos dias de hoje, são possíveis através da inspiração que a Natureza nos dá, revelando soluções simples para a criação e desenvolvimento de novos materiais. Estamos por isso, constantemente a aprender com a natureza e a conhecer e a desenvolver novos materiais cientificamente e tecnologicamente mais avançados.

Fonte: curiosidadesdomundo

terça-feira, 10 de abril de 2012

O Perigo dos Apócrifos e Sua Autenticidade



No contexto bíblico o termo apócrifo alude à coisas secretas, místicas, ocultas. termo á grego e tem este sentido literal.Já no campo religioso o sentido é não genuíno, impuro, falsificado. Tal sentido teve início com Jerônimo, quando da sua tradução da Vulgata Latina (382-405 dC).

Quando a Bíblia foi inicialmente traduzida para o latim em 170 dC ( a versão conhecida por Vetus Ítala), seu Antigo Testamento foi traduzido do grego da versão Septuaginta, feita antes da era cristã, e não do texto hebraico original. Quando Jerônimo traduziu a Vulgata Latina, como acima mencionamos, com relutância incluiu os livros apócrifos, porque a isso foi compelido por seus superiores eclesiásticos, mas recomendou que esses livros não servia como fonte de fé e doutrina.

DETALHES SOBRE OS LIVROS APÓCRIFOS

Os livros apócrifos atuais são os que aparecem isentos nas Bíblias de edição católica-romana e também em certas edições protestantes, como, em resumo, esclarecemos a seguir. 

Os líderes judeus ortodoxos nunca permitiriam a inserção desses livros na Bíblia, que consiste no cânon hebraico do Antigo Testamento. Na Bíblia de edição romana, o total de livro é de 71 ( e não 66, como a protestante) porque a Igreja Romana desde o concílio de Trento, em 1.546, aprovou e incluiu no cânon do Antigo Testamento, sete livros apócrifos então existentes e mais quatro apêndices e livros canônicos, somando ao todo onze escritos apócrifos nas Bíblias oficialmente adotados por esta igreja.

A primeira Bíblia a trazer os apócrifos ( e muito mais que os atuais) foi a versão Septuaginta, feita do hebraico para o grego, em Alexandria, Egito, cerca de dois séculos antes da era cristã.

Seus tradutores, judeus liberais, trabalhando fora de sua pátria, e apenas como tradutores a serviço do trono do Egito, inseriram os apócrifos no cânon sagrado, como se eles fossem divinamente inspirado como os demais livros que compõem o referido cânon.

Segundo a tradição em documentos da época, a Versão Septuaginta foi feita para prioritariamente enriquecer o acervo do que era na época a maior biblioteca do mundo a de Alexandria.

Da Septuaginta os apócrifos passaram para a Versão conhecida como Vulgata Latina, da qual fizemos referência. A Vulgata continua a ser a versão oficial Romana, o que foi há pouco mais de um século ratificado pelo concílio Vaticano I, em 1.870. O termo "apócrifo" aparece no novo testamento grego, em passagens como Mc 4.22b, Lc 8.17b e Cl 2.3, sendo variavelmente traduzido como qualquer leitor da Bíblia pode verificar.

"A Vulgata Latina continua a ser a versão oficial da Igreja Romana, o que foi há pouco mais de um século ratificado pelo Concílio Vaticano I, em 1.870".

Jerônimo recomendou claramente que esses livros não podiam servir como fonte de fé e doutrina. 

"Do ponto de vista religioso, uma cuidadosa comparação entre 1o e 2o Macabeus mostra que ele se contradizem. Há neles lendas extravagantes.

Livro de 2O Macabeus (que é mais religioso que o primeiro) justificava o suicídio e sancionava a prática da oração pelos mortos, além de outros ensinos extra bíblicos".

Os líderes religiosos judeus jamais aceitaram os escritos apócrifos no cânon sagrado que eles, com fervor, cuidado e escrúpulo religioso, conservam como o seu maior tesouro desde os tempos de Moisés. Esses livros também nunca foram aceitos pela igreja primitiva nos seus primeiros séculos. 

O movimento da Reforma Protestante que procurou reconduzir a igreja às suas bases, preceitos e princípio bíblicos, também os rejeitou terminantemente, como textos divinamente inspirados, e portanto, impróprios para integrarem o cânon das Sagradas Escrituras.

Os escritos apócrifos que circulam atualmente em certas Bíblias são:

Tobias (após o livro de Neemias)
Judite (após Tobias )
Sabedoria de Salomão (após Cantares de Salomão)
Eclesiasticos (após Sabedoria de Salomão)
1O e 2O Macabeus (após Malaquias) 

Estes são livros inteiros, mas há também quatro apêndice a livros canônicos

Cântico dos Três Santos Jovens (após o capítulo 3 de Daniel)
História de Susana (após o capítulo 13 de Daniel)
Bel e o Dragão (após o capítulo 14 de Daniel) 
e finalmente fatos da vida de Ester e Mardoque (após o livro de Ester) Este último livro apêndice é um dos mais longos.

RESUMO DO CONTEÚDO DOS APÓCRIFO

Um artigo limitado como este não comporta uma análise detalhada de cada um dos livros e apêndice apócrifos. Damos apenas uma simples suma como segue. 

T O B I A S

Contém fantasias que qualquer leitor, isento de preconceitos religiosos e bem intencionados, logo notará que são mitos. O conteúdo do citado livro favorece a superstição e coloca em destaque um anjo mentiroso e até mesmo blasfemo. 

O livro ainda insinua sem rodeio a salvação mediante obras e também induz a pessoa a mentir.

Apresenta esmolas como uma forma de expiar o pecado. Destaca a prática da magia e do ocultismo ; inclusive, discorre sobre um espírito mau que se apaixona à determinada mulher.

JUDITE

Apresenta em resumo uma narrativa fictícia de uma senhora judia, viúva da cidade de Nínive, que através de certas peripécias torna-se heroína. Os conceitos que aparecem no livro ensina que se o fim é útil e proveitoso, os meios utilizados para alcança-los, mesmo que sejam maus, são justificados. Ora, isto é sutileza e nada tem com a inspiração divina que perpassa pelos livros canônicos do Santo Livro. 

SABEDORIA DE SALOMÃO

Este livro leva o nome deste terceiro rei de Israel, entretanto não tem conexão com ele. O dito livro deixa claro a falsa doutrina da reencarnação. Também a moral que o livro apregoa em seus provérbios e máximas vê-se que é deficiente em relação ao que a Bíblia ensina nesse particular, desde os seus primeiros capítulos. 

E C L E S I Á S T I C O

É também chamado de sabedoria de Jesus, filhos de Siraque. Tem certa semelhança bem distante com o livro canônico de Provérbios, mas nota-se que não há nele nada de inspiração divina, como nos livros normais da Bíblia. Não há nada de peso espiritual nele que o iguale a um livro similar, seja do Antigo ou do Novo Testamento. O absurdo do livro de eclesiástico é ensinar o princípio do panteísmo e também o da moral comprometida. 

B A R U Q U E

É uma espécie de lamento pela queda de Jerusalém, quando de sua tomada por Nabucodonossor. É o maior dos livros apócrifos : contém 51 capítulos. No seu final, o livro contém a epístola de Jeremias (que em certas bíblias que incluem os apócrifos, é considerado um livro à parte). 

Esse Baruque é tido como o escriba do profeta Jeremias, da bíblia. Os Judeus nunca aceitaram esse fato como verídico.

1o e 2o M A C A B E U S

Ambos os livro contém abundante material histórico que conduz a outras fontes históricas da época. 

Portanto, são livros de utilidade para pesquisas históricas, mas isso jamais os qualifica como livros divinamente inspirado, e genuinamente bíblicos.

Há neles detalhes impressionantes conducentes à revolta dos irmãos Macabeus, ocorrido no período inter bíblico, entre os profetas Malaquias e o ministério de João Batista, o precursor de Jesus, já no Novo Testamento.

Do ponto de vista religioso, uma cuidadosa comparação entre 1o e 2o Macabeus mostra que eles se contradizem. Há neles lendas extravagantes. O livro de 2o Macabeus (que é o mais religioso que o primeiro) justifica o suicídio, e sanciona a prática da oração pelos mortos, além de outros ensinos extrabíblicos. 

Quanto aos apêndices a livros canônicos já mencionado, o seu conteúdo é da mais simples interpretação e análise, mas todos eles contém impropriedades que os desacreditam como textos inspirados do cânon sagrado.

Por exemplo ; a história de Bel e o Dragão apensa ao livro de Daniel, de um lado contém absurdos no seu relato, e por lado alguma coisa ridícula, indignas de escrito supostamente bíblico. 

FATOS QUE IMPUGNAM OS APÓCRIFOS COMO LIVROS DIVINAMENTE INSPIRADO

1 ) Eles foram escritos no chamado período inter bíblico ( isto é entre o Antigo e Novo Testamento ), exatamente numa época em que o cânon das sagradas Escrituras hebraicas estava encerrado. Nenhum profeta literário Deus suscitou naquele tempo. Basta isto para tirar-lhes qualquer pretensão da canonicidade.

2 ) Quando os apócrifos foram aprovados pela Igreja Romana para constarem da bíblia, o cânon das escrituras hebraicas já era reconhecida, fixado e ratificado pelos judeus, desde o Concílio de Jamnio, em Israel, no ano de 90 dC. O Concílio de Trento foi convocado pela Igreja Romana para a tomada de medidas urgentes destinadas a conter o avanço do movimento religioso da Reforma Protestante que ameaçava de vários modos o Catolicismo Romano, o qual via nesses livros base para apoio de suas doutrinas antibíblicas, como: 

Salvação pelas obras, 
Oração pelos mortos, 
Tradição religiosa de igual autoridade que revelação divina,
Meios justificando os fins. (os jesuítas adotaram este princípio maldito na famigerada Inquisição).

3 ) Os tradutores e editores judeus, da versão septuaginta, incluíram por sua conta os apócrifos nessa versão e isso causou a impressão de serem canônicos, sem o serem. Ora isso aconteceu fora da Palestina (de então), no Egito, e destinada inicialmente aos fins indicados neste artigo. Os líderes judeus da então Palestina nunca teriam feito isso, por temor a Deus, por ortodoxia religiosa e porque nunca haveria consenso entre eles nesse sentido. Em resumo : não foi por serem canônicos que os apócrifos foram incluídos na Versão Septuaginta, mas a sua indevida inclusão deu esta impressão.

4 ) Os lideres cristão da Reforma publicaram inicialmente a bíblia com os apócrifos, mas colocando-os como um apêndice no final do Antigo Testamento ; não como livros inspirados, mas apenas com valor literário. Entretanto, a confusão que se seguiu foi inevitável entre o povo leigo, que não sabe distinguir entre um escrito apócrifo e um autêntico, em se tratando de texto bíblico. Até 1.827 a Sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira publicou a bíblia (em inglês) com os apócrifos, mas com as complicações surgidas e sempre crescente do público, decidiu descartar isso.

5 ) Nenhum livro do Novo Testamento cita qualquer dos apócrifos, os quais existiam naquele tempo. Este fato, por si só constitui um solido argumento para a recusa dos evangélicos quanto aos apócrifos. Os seus defensores invocam a Epístola de Judas(versículo 14 e 15), alegando que trata-se ali do livro apócrifo de Enoque (livro esse não aceito pela Igreja Romana. Trata-se de um livro de natureza apocalíptica, muito extenso). Judas, o escritor sacro, não fez uma citação desse tal livro de Enoque : ele cita uma profecia original de Enoque, o homem que andou com Deus, do livro de Gênesis. Uma coisa é que Enoque, o homem ; outra é o livro apócrifo deste nome.

6 ) Flávio Josefo, o grande historiador judeu, rejeitou totalmente os apócrifo. Quem compulsar a sua obra notará a sua clareza nesse particular. E Josefo, como ser humano, é uma autoridade respeitável até hoje. Inclusive, as recentes descobertas em Israel através da arqueologia vieram comprovar muitas informações encontradas nas obras deste celebre historiador.

7 ) Jesus, o Filho de Deus e nosso bendito salvador, nunca os citou nos seus sermões e ensinos, e os apócrifos já existiam quando Jesus aqui viveu e ensinou. Se tivessem autoridade divina, Jesus os teria citado, como mencionou tanto outros escritos e mensagens dos sacros escritores da Palavra de Deus. Se Jesus silenciou nesse particular, vamos nós acolher e exaltar os apócrifos como sendo a Palavra de Deus ?

8 ) Qualquer leitor cristão que se acerque da bíblia com devoção, temor de Deus, oração, fé sincera e humildade, e depois lançar mão de um livro apócrifo, notará imediatamente que os apócrifos nada tem de inspiração divina.

9 ) Sempre que um determinado segmento da igreja cristã experimentar um real despertamento bíblico, como a história da igreja registra diversos, os apócrifos são esquecido e a igreja passa a cuidar de coisas mais edificantes para o Reino de Deus.

Mas, à medida que determinado segmento passa por calmaria e entra pelo caminho de secularização e do humanismo, ocorre o sutil e nocivo retorno passando a considerar os apócrifos como de importância bíblica, para a fé e a doutrina cristã.

Não estamos a falar de supostos avivamentos, promovidos pelo homem, mas de reais avivamentos do Espírito Santo.

INFORMAÇÕES FINAIS

Há ainda outros escritos religiosos não-canônicos relacionados, tanto com o Antigo como com o Novo Testamento. São chamados pelos eruditos de pseudos-epigráficos, isto é. falsos escritos. Os mais destacados somam 26 títulos. Os principais dos tempos do Novo Testamento somam 24. Inovações doutrinárias continuam a fustigar a Igreja, e não duvidamos que em qualquer dia algum desses pseudos-epigráficos (que são piores do que os apócrifos) sejam também invocados como suporte para a fé e a doutrinas cristã. 

Os 39 livros canônicos do Antigo Testamento são chamados pelos católicos romanos de protocanônicos (querendo com isso dizer que trata-se dos livros da bíblia que foram primeiramente aceitos ou aprovados, no sentido formal, humano). Os livros e apêndices que chamamos de apócrifos, os romanos os chamam de deuterocanônicos (e certos evangélicos também). O termo procura dizer que tais livros também são considerados aprovados, mas em segundo lugar ; numa segunda leva, o que não é verídico. Já os livros que os evangélicos chamam de pseudos-epigráficos, os católicos os chamam de apócrifos. Evitemos, uma confusão de terminologia religiosa. 

Fonte: JesusSite

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Menina de 5 Anos é Obrigada a Casar no Reino Unido

Uma menina de cinco anos foi obrigada a ser casar no Reino Unido no ano de 2011, de acordo com uma unidade do governo contra casamentos forçados. Segundo o órgão, 400 crianças receberam assistência no ano passado – a garota foi a mais jovem.

Amy Cumming, uma das responsáveis pela unidade, afirmou à BBC que 29% dos casos (de casamentos forçados) envolvem menores. “A mais jovem delas tinha cinco anos, ou seja há crianças em idade escolar envolvidas nesta prática”. Para proteger a identidade da criança, as autoridades britânicas não revelaram detalhes do caso nem onde o casamento se realizou.

O número total de mulheres e crianças forçadas a se casarem foi 1.468. Desse montante, 66 tinham doenças físicas ou mentais e 10 se identificaram como lésbicas ou bissexuais.

Os números foram divulgados após a conclusão de uma consulta pública sobre a criminalização do casamento forçado na Inglaterra, País de Gales e Irlanda do Norte. A consulta foi pedida pelo primeiro-ministro britânico, David Cameron. Para ele, “o casamento forçado é ainda pior do que a escravidão” e, como tal, deve ser punido.

Os casamentos forçados são comuns em sociedades como a indiana, paquistanesa, afegã, curda, iemenita, entre outras. É tradição que casais que vivem no Ocidente levem as filhas “de férias” aos países de origem, onde são obrigadas a se casarem com indivíduos mais velhos e desconhecidos.

Fonte: euviali

O Mito da Caverna


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Platão o filósofo que viveu entre os séculos IV e V a.C. e contribui muito para a filosofia como nós a conhecemos hoje. Aluno de Sócrates e por esse privilégio pode escrever “A República”, onde todo o diálogo é narrado na primeira pessoa, por Sócrates. No decorrer da obra é imaginada uma república fictícia (a cidade de Calípole, Kallipolis, que significa "cidade bela") onde são questionados os assuntos da organização social (teoria política, filosofia política).

No livro VII narra o diálogo de Sócrates com Glauco e Adimato, esse diálogo é um dos textos mais lidos no universo da filosofia, intitulado O Mito da Caverna, também conhecido como Alegoria da Caverna. Platão utilizou a linguagem mítica para mostrar o quanto os cidadãos estavam presos a certas crendices e superstições. Para lembrar, apresento uma forma reelaborada do mito. A história narra a vida de alguns homens que nasceram e cresceram dentro de uma caverna e ficavam voltados para o fundo dela. Ali contemplavam uma réstia de luz que refletia sombras no fundo da parede. Esse era o seu mundo. Certo dia, um dos habitantes resolveu voltar-se para o lado de fora da caverna e logo ficou cego devido à claridade da luz. E, aos poucos, vislumbrou outro mundo com natureza, cores, imagens diferentes do que estava acostumado a ver. Voltou para a caverna para narrar o fato aos seus amigos, mas eles não acreditaram nele e revoltados com a “mentira” o mataram. 

O filósofo Platão divide o mundo em duas realidades ao conduzir essa alegoria: a sensível, que se percebe pelos sentidos, e a inteligível que podemos chamar de mundo das ideias. No primeiro podemos assim denominar o mundo da imperfeição e no segundo poderia se achar toda a verdade possível para o homem. Assim o ser humano deveria procurar o mundo da verdade para que consiga atingir o bem maior para sua vida. Em nossos dias, muitas são as cavernas em que nos envolvemos e pensamos ser a realidade absoluta, quando, por exemplo, nos submetemos a uma determinada denominação religiosa e a seguimos cegamente, sem ter a preocupação de observarmos se os ensinamentos impostos por essa denominação estão de acordo com aquilo que a Bíblia nos ensina, muitas pessoas valorizam muito os usos e costumes de uma Igreja e esquecem que o verdadeiro ensinamento de Jesus nos ensina que a verdade liberta. 

 A alegoria resulta em algumas boas meditações para quem procura algo além do conhecido. A tendência é a elaboração de reflexões aplicadas a diversas situações do cotidiano corriqueiro, em que o mundo sensível representada pela caverna é comparado às situações como o uso de drogas, manipulação dos meios de comunicação e do sistema capitalista, desrespeito aos direitos humanos, à política e por ai vai. Ao materializar e contextualizar o entendimento desse mito é possível debater sobre o resgate de valores como família, amizade, direitos humanos, solidariedade e honestidade, que podem aparecer como reflexões do mundo ideal.

 A filosofia platônica é facilmente relacionada aos dias de hoje e nossa realidade presente, em especial  o mito da caverna, . A partir da compreenção desse diálogo, é possível fazer uma reflexão extremamente proveitosa e resgatar valores de extrema importância para a Filosofia. Além disso, ajuda na formulação do senso crítico e é um ótimo exercício de interpretação de texto. A relevância e atualidade do mito não surpreende: muitas informações denunciam a alienação humana, criam realidades paralelas e alheias. Mas até quando alguns escolherão o fundo da caverna e viverão com medo? Será que é uma pré-disposição ao engano ou puro comodismo humano? O Mito da Caverna é um convite permanente à reflexão empregada para nossa vida.

É hora de sairmos da caverna e enxergamos o mundo que nos está proposto, é hora de quebarmos as correntes e participarmos do mundo que está além dessa caverna. Viva o evangelho de Jesus e não o evangelho dos dogmas.

Apolônio Alves