sábado, 26 de maio de 2012

Dízimos à Luz da Palavra

 
Ultimamente, o dízimo tem sido um assunto muito polêmico nas igrejas. Muitas discussões têm se levantado sobre dar o dízimo ou não. Na verdade, a expressão correta é entregar, devolver ao Senhor, pois tudo é Dele; somos apenas administradores, não temos nada sem que antes não tenha sido Dele. Ele é o Senhor.

Já li vários artigos na internet e tenho ficado horrorizada de como a falta de conhecimento tem feito o povo falar heresias terríveis. Tantas bobagens são ditas, e, uma delas, é de que Jesus aboliu a lei. Em Mat 5:17 Cristo fala que não veio abolir, ab-rogar a lei mais veio cumpri-la. Pessoas assim são dignas de pena e das nossas orações, com certeza são pessoas avarentas, amantes de si mesma e do dinheiro.

Tem um vídeo ridículo onde colocam o filme sobre a crucificação e o tema: "Depois que você ver isso nunca mais dará o dízimo". Pessoas que não tem o que fazer  escrevem besteiras para enganar os faltos de entendimento. Alguns deles até tem um certo conhecimento da letra mais isso não é o suficiente, pois a letra mata e o espírito é o que vivifica.Temos que ter a unção que vem junto com a revelação do Espírito Santo.

Tudo sobre dízimos
A palavra dizimo significa décima parte. Alguns dizem: Onde está escrito que temos que dar 10%? Os dez por cento vêm da própria palavra com seu significado. Portanto temos de separar e devolver somente os 10% ao Senhor.

O dízimo e a lei de Moisés: Era um mandamento do próprio Deus para seu povo (lev 27:30).

O dízimo tinha alguns propósitos:
- Para sustentar os levitas, pois a tribo de Levi foi a única tribo que não recebeu herança (Nm 18:21-24)
- Para os estrangeiros, órfãos e viúvas, e os ministros (Dt 14:28 e 29). Era um mandamento (Lev 27:30)
- Para suprir a casa de Deus (Ml 3:10)
-O dízimo é do Senhor (Ml 3:8; Lv 27:30)

O dízimo era a oferta da colheita dos grãos, dos frutos das árvores e dos animais, pois essa era a agricultura de subsistência da época. Hoje a nossa forma de subsistência é o nosso salário, em espécie (dinheiro). Hoje, como iremos ofertar? Arroz, feijão, gado, galinha, hortelã, cominho, e etc. Se para obtermos tudo isso temos que ter o dinheiro?

O dízimo é bíblico, tanto para o antigo, como para o novo testamento.

Provo isto biblicamente. E não é pelo o que acho ou penso, mas pela revelação das Escrituras.
Vejamos:
Gn 14:20 diz que Abraão deu o dízimo de TUDO para Melquisedeque. De tudo o que Abrão tinha ele dizimou, portanto, se ele tinha ouro, prata, dinheiro, gado, ovelhas tudo ele dera a décima parte.

Quatrocentos anos antes da lei de Moisés exigir o dízimo, Abraão já o havia  entregado. Sem que Melquisedeque pedisse, ele entregou voluntariamente, pois ele entendeu que isso agrada a Senhor. Temos que entregar o dízimo espontaneamente. Não por força nem por violência, não com pesar, nem com tristeza, não para aparecer para homens, como se fosse por obrigação.

Pois dessa forma não agrada ao Senhor, temos de entregar com entendimento do que estamos fazendo. Pois, "Deus ama o que dá com alegria".

Cristo é sacerdote eterno segundo a ordem de Melquisedeque (Sl 110:4). Melquisedeque tipificava  Cristo na tipologia bíblica. Porque Abraão não entregou o dízimo a Faraó, ou até mesmo, ao rei de Sodoma? Porque  o entregou a Melquisedeque? Para nos mostrar que hoje no tempo da graça o dízimo continua sendo recebido pelo Senhor, pois cristo é o nosso eterno sacerdote.

Observe que Melquisedeque não recusou o dízimo de Abraão. Onde foi que leram que isso era certo se a lei de Moisés ainda não existia? Que coisa fantástica! Antes da lei houve o primeiro dízimo, passou a lei e no tempo da graça o dízimo é valido porque Melquisedeque é um tipo de Cristo nosso eterno sacerdote.

Ao contrário do que muitos dizem o dízimo não foi instituído só por causa da tribo de Levi, mas muito antes disso, como vemos em Gn 14:20. Nós somos o Israel espiritual, somos descendentes de Abraão na fé, temos que andar nos passos da fé (Rm 4:12; Hb 7).

Ao lermos em Hebreus 7 fica claro que o sacerdócio levítico já passou e agora permanece o sacerdócio de Cristo, que é eterno segundo a ordem de Melquisedeque. Como Melquisedeque recebeu o dízimo de Abraão, hoje, no tempo da graça Cristo recebe e aprova o ato de entregar-mos o dízimo, como Melquisedeque não reprovou e aceitou, da mesma forma o nosso Senhor Jesus age sobre esse assunto.

Muitos dizem que quando Jesus disse está consumado aboliu toda a lei, inclusive o dízimo, isso não é verdade, quando ele bradou está consumado, ele quis dizer que cumpriu o seu propósito aqui na terra.

Somente quando se refere ao dízimo, é que Deus manda fazer prova Dele (Ml 3:10). Em nenhuma outra passagem Deus manda o povo o provar. Existe benção sem medidas extraordinárias para aqueles que entregam o dízimo ao Senhor.

- As janelas dos céus serão abertas (provisão divina em todas as áreas)
- O devorador será repreendido (tudo o que for teu será conservado pelo Senhor, e o devorador, Satanás será envergonhado)
- E todos nos chamarão benditos do Senhor.

Cristo ensinou a sobre o dízimo em  Mat 23:23b "Fazei estas coisas e não omitir aquelas”. Fica  claro que Jesus mandou dar o dízimo, “fazei estas coisas”.

Continuem entregando o dízimo, como vocês fazem, mas não deixem de omitir aquelas, pratiquem também o juízo, a misericórdia e a fé. Os fariseus queriam fazer tudo certo ao ponto de dar o dízimo das hortaliças mais baratas como: hortelã, endro, cominho e etc... mas eles esqueciam de obedecer a palavra em um todo, não praticavam a justiça, a fé, a misericordia, o amor. Temos que ser fiés em tudo.

Sabemos que o livro de Mateus foi direcionado ao povo judeu, porém em Lucas, que foi escrito direcionado aos gregos (gentios) Jesus repete a mesma coisa. Leia Lucas 11:42.

Se o ato de dar o dízimo fosse reprovado ou abolido pelo senhor Jesus, com certeza, nesta ocasião Ele teria dito. Ele poderia ter dito parem de dar o dízimo pois isso faz parte do passado, faz parte da lei de Moisés,agora estou aqui para cumprir a lei. Mas ao contrário, Ele disse: "fazei". Nas palavras de Jesus não há duvidas, quando o Mestre fala não se pode questionar. É ponto final.

Jesus disse que o operário é digno do seu salário (Mat 10:10). Aquele pastor que é fiel que dá a sua vida pelas ovelhas que prega a verdadeira palavra de Deus é digno de ser sustentado pela obra de Deus, e isso só é possivel com dízimos e ofertas. Quando os discipulos foi enviados Jesus não os mandou pedir nada a ninguém, mais mandou aceitar tudo que lhes fossem oferecido naquela casa, é diferente dos mercenários que querem arrancar o ultimo centavo do povo, para viverem regaladamente, Deus tá vendo tudo, a ele ninguem engana, tudo o que o homem semear certamente colheirá. Dízimos e ofertas são aprovados pelo Senhor, isto está bem claro na biblia o que fazem por ai pedindo o teu tudo, envelopes cheios de dinheiro, para comprar a "benção de Deus" isto é abominação ao Senhor.

Em João 8 existiam as mulheres que serviam a Jesus com os seus bens. É óbvio que o Senhor Jesus não veio a esta terra para falar sobre dinheiro e nunca pediu nada a ninguém.

É muito diferente do que vemos hoje em dia, mercenários sugando a pele das ovelhas e fazendo negócio com o povo (2 Pe 2). Muitos homens maléficos estão riquíssimos porque estão enganando o povo com a falsa doutrina da prosperidade.

Paulo também falou sobre o ato de sustentar a obra com dízimos e ofertas.

Que servia:
Para recompensar os que ensinam (mestres) Gal 6:6.
Para sustentar os ministros do evangelho ( I Co 9:13,14)

Onde devemos entregar o dízimo?
Devemos entregar o dízimo e ofertas na casa do Senhor, na igreja em que congregamos, pois no Antigo testamento era entregue na casa do Senhor, nos templos, na casa do tesouro (2 Cr 31: 11,12; Ne 10:38; Ml 3:8).

Hoje a casa do tesouro é a igreja do Deus Vivo, a igreja do Deus vivo que é  cheia da graça, misericórdia, e da palavra do Senhor que é um tesouro incomparável.

Nos textos citados fica claro que temos de contribuir para o sustento da obra de Deus. Temos que ser obedientes ao Senhor, pois a sua Palavra permanece para sempre.

O ato de dar o dízimo é para honrar a Deus (Pv 3:9,10) não fazemos isso para aparecer, como na maioria das denominações. As pessoas colocam o nome e o valor do dízimo em um envelope, e elas não sabem que isso é para o "pastor" ter o controle de quem está dando o dízimo. Com isso fazem acepção nas "igrejas", separando cadeiras e dando destaque a quem tem o dízimo mais alto. Não precisamos colocar o nosso nome nos envelopes. Esse ato é para honrar a Deus e não ao homem. O pastor não precisa saber o nome de quem dá e quanto dá, isso é para glória de Deus, é Deus quem vai nos recompensar.

Fonte:  EstudosGospel

sábado, 19 de maio de 2012

Conheça a História da Escola Biblica Dominical

Sentado a sua mesa de trabalho num domingo em outubro de 1780 o dedicado jornalista Robert Raikes procurava concentrar-se sobre o editorial que escrevia para o jornal de Gloucester, de propriedade de seu pai. Foi difícil para ele fixar a sua atenção sobre o que estava escrevendo pois os gritos e palavrões das crianças que brincavam na rua, debaixo da sua janela, interrompiam constantemente os seus pensamentos. Quando as brigas tornaram-se acaloradas e as ameaças agressivas, Raikes julgou ser necessário ir à janela e protestar do comportamento das crianças. Todos se acalmaram por poucos minutos, mas logo voltaram às suas brigas e gritos.

Robert Raikes contemplou o quadro em sua frente; enquanto escrevia mais um editorial pedindo reforma no sistema carcerário. Ele conclamava as autoridades sobre a necessidade de recuperar os encarcerados, reabilitando-os através de estudo, cursos, aulas e algo útil enquanto cumpriam suas penas, para que ao saírem da prisão pudessem achar empregos honestos e tornarem-se cidadãos de valor na comunidade. Levantando seus olhos por um momento, começou a pensar sobre o destino das crianças de rua; pequeninos sendo criados sem qualquer estudo que pudesse lhes dar um futuro diferente daquele dos seus pais. Se continuassem dessa maneira, muitos certamente entrariam no caminho do vício, da violência e do crime.

A cidade de Gloucester, no Centro-Oeste da Inglaterra, era um pólo industrial com grandes fábricas de têxteis. Raikes sabia que as crianças trabalhavam nas fábricas ao lado dos seus pais, de sol a sol, seis dias por semana. Enquanto os pais descansavam no domingo, do trabalho árduo da semana, as crianças ficavam abandonadas nas ruas buscando seus próprios interesses. Tomavam conta das ruas e praças, brincando, brigando, perturbando o silêncio do sagrado domingo com seu barulho. Naquele tempo não havia escolas públicas na Inglaterra, apenas escolas particulares, privilégio das classes mais abastadas que podiam pagar os custos altos. Assim, as crianças pobres ficaram sem estudar; trabalhando todos os dias nas fábricas, menos aos domingos.

Raikes sentiu-se atribulado no seu espírito ao ver tantas crianças desafortunadas crescendo desta maneira; sem dúvida, ao atingir a maioridade, muitas delas cairiam no mundo do crime. O que ele poderia fazer?

Por um futuro melhor

Sentado a sua mesa, e meditando sobre esta situação, um plano nasceu na sua mente. Ele resolveu fazer algo para as crianças pobres, que pudesse mudar seu viver, e garantir-lhes um futuro melhor! Pondo ao lado seu editorial sobre reformas nas prisões, ele começou a escrever sobre as crianças pobres que trabalhavam nas fábricas, sem oportunidade para estudar e se preparar para uma vida melhor. Quanto mais ele escrevia, mais sentia-se empolgado com seu plano de ajudar as crianças. Ele resolveu neste primeiro editorial somente chamar atenção à condição deplorável dos pequeninos, e no próximo ele apresentaria uma solução que estava tomando forma na sua mente.

Quando leram seu editorial, houve alguns que sentiram pena das crianças, outros que acharam que o jornal deveria se preocupar com assuntos mais importantes do que crianças, sobretudo, filhos dos operários pobres! Mas Robert Raikes tinha um sonho e este estava enchendo seu coração e seus pensamentos cada vez mais! No editorial seguinte, expôs seu plano de começar aulas de alfabetização, linguagem, gramática, matemática, e religião para as crianças, durante algumas horas de domingo. Fez um apelo, através do jornal, para mulheres com preparo intelectual e dispostas a ajudar-lhes neste projeto, dando aulas nos seus lares. Dias depois um sacerdote anglicano indicou professoras da sua paróquia para o trabalho.

O entusiasmo das crianças era comovente e contagiante. Algumas não aceitaram trocar a sua liberdade de domingo, por ficar sentadas na sala de aula, mas eventualmente todos estavam aprendendo a ler, escrever e fazer as somas de aritmética. As histórias e lições bíblicas eram os momentos mais esperados e gostosos de todo o currículo. Em pouco tempo, as crianças aprenderam não somente da Bíblia, mas lições de moral, ética, e educação religiosa. Era uma verdadeira educação cristã.

Robert Raikes, este grande homem de visão humanitária, não somente fazia campanhas através de seu jornal para angariar doações de material escolar, mas também agasalhos, roupas, sapatos para as crianças pobres, bem como mantimentos para preparar-lhes um bom almoço aos domingos. Ele foi visto freqüentemente acompanhado de seu fiel servo, andando sob a neve, com sua lanterna nas noites frias de inverno. Raikes fazia isto nos redutos mais pobres da cidade para levar agasalho e alimento para crianças de rua que morreriam de frio se ninguém cuidasse delas; conduzindo-as para sua casa, até encontrar um lar para elas.

As crianças se reuniam nas praças, ruas e em casas particulares. Robert Raikes pagava um pequeno salário às professoras que necessitavam, outras pagavam suas despesas do seu próprio bolso. Havia, também, algumas pessoas altruistas da cidade, que contribuíam para este nobre esforço.

Movimento mundial

No começo Raikes encontrou resistência ao seu trabalho, entre aqueles que ele menos esperava - os líderes das igrejas. Achavam que ele estava profanando o domingo sagrado e profanando as suas igrejas com as crianças ainda não comportadas. Havia nestas alturas algumas igrejas que estavam abrindo as suas portas para classes bíblicas dominicais, vendo o efeito salutar que estas tinham sobre as crianças e jovens da cidade. Grandes homens da igreja, tais como João Wesley, o fundador do metodismo, logo ingressaram entusiasticamente na obra de Raikes, julgando-a ser um dos trabalhos mais eficientes para o ensino da Bíblia.

As classes bíblicas começaram a se propagar rapidamente por cidades vizinhas e, finalmente, para todo o país. Quatro anos após a fundação, a Escola Dominical já tinha mais de 250 mil alunos, e quando Robert Raikes faleceu em 1811, já havia na Escola Dominical 400 mil alunos matriculados.

A primeira Associação da Escola Dominical foi fundada na Inglaterra em 1785, e no mesmo ano, a União das Escolas Dominicais foi fundada nos Estados Unidos. Embora o trabalho tivesse começado em 1780, a organização da Escola Dominical em caráter permanente, data de 1782. No dia 3 de novembro de 1783 é celebrada a data de fundação da Escola Dominical. Entre as igrejas protestantes, a Metodista se destaca como a pioneira da obra de educação religiosa. Em grande parte, esta visão se deve ao seu dinâmico fundador João Wesley, que viu o potencial espiritual da Escola Dominical e logo a incorporou ao grande movimento sob sua liderança.

A Escola Bíblica Dominical surgiu no Brasil em 1855, em Petrópolis (RJ). O jovem casal de missionários escoceses, Robert e Sarah Kalley, chegou ao Brasil naquele ano e logo instalou uma escola para ensinar a Bíblia para as crianças e jovens daquela região. A primeira aula foi realizada no domingo, 19 de agosto de 1855. Somente cinco participaram, mas Sarah, contente com “pequenos começos”, contou a história de Jonas, mais com gestos,do que palavras, porque estava só começando a aprender o português. Ela viu tantas crianças pelas ruas que seu coração almejava ganhá-las para Jesus. A semente do Evangelho foi plantada em solo fértil.

Com o passar do tempo, aumentou tanto o número de pessoas estudando a Bíblia, que o missionário Kalley iniciou aulas para jovens e adultos. Vendo o crescimento, os Kalleys resolveram mudar para o Rio de Janeiro, para dar uma continuidade melhor ao trabalho e aumentar o alcance do mesmo. Este humilde começo de aulas bíblicas dominicais deu início à Igreja Evangélica Congregacional no Brasil.

No mundo há muitas coisas que pessoas sinceras e humanitárias fazem sem pensar ou imaginar a extensão de influência que seus atos podem ter. Certamente, Robert Raikes nunca imaginou que as simples aulas que ele começou entre crianças pobres e analfabetas da sua cidade, no interior da Inglaterra, iriam crescer para ser um grande movimento mundial. Hoje, a Escola Dominical conta com mais de 60 milhões de alunos matriculados, em mais de 500 mil igrejas protestantes no mundo. É a minúscula semente de mostarda plantada e regada, que cresceu para ser uma grande árvore cujos galhos estendem-se ao redor do globo. 

Fonte: CPAD

Paulo Freire, o mentor da educação


O mais célebre educador brasileiro, autor da pedagogia do oprimido, defendia como objetivo da escola ensinar o aluno a "ler o mundo" para poder transformá-lo.


Paulo Freire (1921-1997) foi o mais célebre educador brasileiro, com atuação e reconhecimento internacionais. Conhecido principalmente pelo método de alfabetização de adultos que leva seu nome, ele desenvolveu um pensamento pedagógico assumidamente político. Para Freire, o objetivo maior da educação é conscientizar o aluno. Isso significa, em relação às parcelas desfavorecidas da sociedade, levá-las a entender sua situação de oprimidas e agir em favor da própria libertação. O principal livro de Freire se intitula justamente Pedagogia do Oprimido e os conceitos nele contidos baseiam boa parte do conjunto de sua obra.

Ao propor uma prática de sala de aula que pudesse desenvolver a criticidade dos alunos, Freire condenava o ensino oferecido pela ampla maioria das escolas (isto é, as "escolas burguesas"), que ele qualificou de educação bancária. Nela, segundo Freire, o professor age como quem deposita conhecimento num aluno apenas receptivo, dócil. Em outras palavras, o saber é visto como uma doação dos que se julgam seus detentores. Trata-se, para Freire, de uma escola alienante, mas não menos ideologizada do que a que ele propunha para despertar a consciência dos oprimidos. "Sua tônica fundamentalmente reside em matar nos educandos a curiosidade, o espírito investigador, a criatividade", escreveu o educador. Ele dizia que, enquanto a escola conservadora procura acomodar os alunos ao mundo existente, a educação que defendia tinha a intenção de inquietá-los.

Fonte: revista escola

sábado, 12 de maio de 2012

Comênio, o pai da didática moderna

O filósofo tcheco combateu o sistema medieval, defendeu o ensino de "tudo para todos" e foi o primeiro teórico a respeitar a inteligência e os sentimentos da criança

Comênio. Foto: Corbis /Stock Photos
Quando se fala de uma escola em que as crianças são respeitadas como seres humanos dotados de inteligência, aptidões, sentimentos e limites, logo pensamos em concepções modernas de ensino. Também acreditamos que o direito de todas as pessoas - absolutamente todas - à educação é um princípio que só surgiu há algumas dezenas de anos. De fato, essas idéias se consagraram apenas no século 20, e assim mesmo não em todos os lugares do mundo. Mas elas já eram defendidas em pleno século 17 por Comênio (1592-1670), o pensador tcheco que é considerado o primeiro grande nome da moderna história da educação.

A obra mais importante de Comênio, Didactica Magna, marca o início da sistematização da pedagogia e da didática no Ocidente. A obra, à qual o autor se dedicou ao longo de sua vida, tinha grande ambição. "Comênio chama sua didática de ‘magna’ porque ele não queria uma obra restrita, localizada", diz João Luiz Gasparin, professor do Departamento de Teoria e Prática da Educação da Universidade Estadual de Maringá. "Ela tinha de ser grande, como o mundo que estava sendo descoberto naquele momento, com a expansão do comércio e das navegações."

No livro, o pensador realiza uma racionalização de todas as ações educativas, indo da teoria didática até as questões do cotidiano da sala de aula. A prática escolar, para ele, deveria imitar os processos da natureza. Nas relações entre professor e aluno, seriam consideradas as possibilidades e os interesses da criança. O professor passaria a ser visto como um profissional, não um missionário, e seria bem remunerado por isso. E a organização do tempo e do currículo levaria em conta os limites do corpo e a necessidade, tanto dos alunos quanto dos professores, de ter outras atividades.

Fonte: Revista Escola

Vice-presidente dos EUA se desculpa com Obama por antecipar opinião sobre casamento homossexual

Vice-presidente dos EUA se desculpa com Obama por antecipar opinião sobre casamento homossexual
O vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, pediu desculpas a Barack Obama por ter antecipado a discussão sobre o casamento homossexual poucas horas antes que o presidente americano se mostrasse favorável ao matrimónio de pessoas do mesmo sexo, na quarta-feira.

De acordo com fontes da Casa Branca consultadas pela imprensa americana, o pedido de desculpas aconteceu no salão oval da residência oficial do presidente, pouco antes da entrevista concedida à emissora de televisão ABC News.

No domingo, o vice-presidente havia dito que se sentia “absolutamente confortável” com o casamento entre pessoas do mesmo sexo. A declaração causou uma pressão da opinião pública sobre Obama para que revelasse a sua opinião sobre o tema, divulgada na quarta-feira.

“Minhas visões sobre as coisas estão a evoluir e hoje considero que casais do mesmo sexo deveriam poder se casar”. O anúncio foi considerado histórico, visto que nenhum presidente dos Estados Unidos em mandato havia se manifestado positivamente sobre o tema.

Durante a entrevista à ABC, o presidente havia afirmado que Biden “passou do ponto” ao se declarar favorável, mas que o fez “com generosidade de espírito”.

Na terça, o Instituto Gallup divulgou uma pesquisa mostrando que 50 por cento dos americanos apoiam o reconhecimento legal dos casamentos homossexuais, contra 48 por cento contrários.

O apoio aos casamentos homossexuais varia muito em função do segmento social e ideológico. Enquanto 65 por cento dos democratas e 57 por cento dos independentes se posicionam a favor da legalização, só 22 por cento dos republicanos aceitam.

Além disso, as diferenças surgem em função da religiosidade dos americanos, já que 88 por cento dos cidadãos americanos sem identidade religiosa apoiam o casamento homossexual, mas os contrários ganham espaço entre os católicos (47) e, sobretudo, nos protestantes (59 por cento).

Apesar da escala nacional, os partidários superam os oposicionistas, em um ano em que os favoráveis ao casamento entre pessoas do mesmo sexo reduziram em três pontos. Em 2011, 53 dos americanos questionados eram a favor e 45 por cento contra.

A enquete, realizada pelo instituto Gallup entre 3 e 6 de Maio, perguntou a 1.024 pessoas de todos os estados do país a opinião sobre o tema. A pesquisa tem uma margem de erro de três por cento.

Fonte: o verbo

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Brasil é o segundo país no mundo em quantidade de cristãos

Um instituto de pesquisa norte americano, Centro Pew, realizou um estudo para identificar os países com maior quantidade de cristãos no mundo. A pesquisa revelou que o Brasil está na segunda colocação da lista geral, perdendo somente para os Estados Unidos. Os índices encontrados mostraram que atualmente o Brasil soma mais de 175 milhões de adeptos à religião cristã.

Os Estados Unidos, o primeiro da lista, possui em torno de 246 milhões de cristãos. Porém, a nível mundial o cristianismo representa apenas 31,7% do total, o que seria em torno de 2,18 bilhões de adeptos à religião.

A pesquisa ainda revelou os valores percentuais divididos em várias regiões diferentes, mostrando haver grande discrepância entre elas, como é o caso do Oriente Médio, que possui apenas 0,6% de cristãos. Os mais numerosos são a América do Norte, com 34%, América do Sul, com 26%, e a Europa, com 23,6%.

Em relação às denominações, o estudo mostrou que 51,4% são católicos, 36,7, protestantes e 11,9%, ortodoxos. A pesquisa foi mais aprofundada ainda, detalhando a divisão de seguimento entre os protestantes, que apontou 72% dos entrevistados declarando-se pentecostais.

Fonte: Gospel+

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Precisamos de homens de Deus


A igreja, neste momento, precisa de homens, o tipo certo de homens, homens ousados. Afirma-se que necessitamos de avivamento e de um novo movimento do Espírito; Deus, sabe que precisamos de ambas as coisas. Entretanto, Ele não haverá de avivar ratinhos. Não encherá coelhos com seu Espírito Santo. A igreja suspira por homens que se consideram sacrificáveis na batalha da alma, homens que não podem ser amedrontados pelas ameaças de morte, porque já morreram para as seduções deste mundo. Tais homens estarão livres das compulsões que controlam os homens mais fracos. Não serão forçados a fazer as coisas pelo constrangimento das circunstâncias; sua única compulsão virá do íntimo e do alto.

Esse tipo de liberdade é necessária, se queremos ter novamente, em nossos púlpitos, pregadores cheios de poder, ao invés de mascotes. Esses homens livres servirão a Deus e à humanidade através de motivações elevadas demais, para serem compreendidas pelo grande número de religiosos que hoje entram e saem do santuário. Esses homens jamais tomarão decisões motivados pelo medo, não seguirão nenhum caminho impulsionados pelo desejo de agradar, não ministrarão por causa de condições financeiras, jamais realizarão qualquer ato religioso por simples costume; nem permitirão a si mesmos serem influenciados pelo amor à publicidade ou pelo desejo por boa reputação. Muito do que a igreja faz em nossos dias, ela o faz porque tem medo de não fazê-lo. Associações de pastores atiram-se em projetos motivados apenas pelo temor de não se envolverem em tais projetos. Sempre que o seu reconhecimento é motivado pelo medo (do tipo que observa o que os outros dizem e fazem) os conduz a crer no que o mundo espera que eles façam, com toda a espécie de zelo ostentoso e demonstração de piedade. A influência constrangedora da opinião pública é quem chama esses profetas, não a voz de Jeová.

A verdadeira igreja jamais sondou as expectativas públicas, antes de se atirar em suas iniciativas. Seus líderes ouviram da parte de Deus e avançaram totalmente independentes do apoio popular ou da falta deste apoio. Eles sabiam que era vontade de Deus e o fizeram, e o povo os seguiu (às vezes em triunfo, porém mais frequentemente com insultos e perseguição pública); e a recompensa de tais líderes foi a satisfação de estarem certos em um mundo errado. Outra característica do verdadeiro homem de Deus tem sido o amor. O homem livre, que aprendeu a ouvir a voz de Deus e ousou obedecê-la, sentiu o mesmo fardo moral que partiu os corações dos profetas do Antigo Testamento, esmagou a alma de nosso Senhor Jesus Cristo e arrancou abundantes lágrimas dos apóstolos.

O homem livre jamais foi um tirano religioso, nem procurou exercer senhorio sobre a herança pertencente a Deus. O medo e a falta de segurança pessoal têm levado os homens a esmagarem os seus semelhantes debaixo de seus pés. Esse tipo de homem tinha algum interesse a proteger, alguma posição a assegurar; portanto, exigiu submissão de seus seguidores como garantia de sua própria segurança. Mas o homem livre, jamais; ele nada tem a proteger, nenhuma ambição a perseguir, nenhum inimigo a temer. Por esse motivo, ele é alguém completamente descuidado a respeito de seu prestígio entre os homens. Se o seguirem, muito bem; caso não o sigam, ele nada perde que seja querido ao seu coração; mas, quer ele seja aceito, quer seja rejeitado, continuará amando seu povo com sincera devoção. E somente a morte pode silenciar sua terna intercessão por eles.

Sim, se o cristianismo evangélico tem de permanecer vivo, precisa novamente de homens, o tipo certo de homens. Deverá repudiar os fracotes que não ousam falar o que precisa ser externado; precisa buscar, em oração e muita humildade, o surgimento de homens feitos da mesma qualidade dos profetas e dos antigos mártires. Deus ouvirá os clamores de seu povo, assim como Ele ouviu os clamores de Israel no Egito. Haverá de enviar libertação, ao enviar libertadores. É assim que Ele age entre os homens. E, quando vierem os libertadores... serão homens de Deus, homens de coragem. Terão Deus ao seu lado, porque serão cuidadosos em permanecer ao lado dEle; serão cooperadores com Cristo e instrumentos nas mãos do Espírito Santo.

Fonte: A. W. Tozer