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quinta-feira, 2 de agosto de 2012

A Educação dos Filhos


Como se formam os filhos? Qual é a responsabilidade específica dos pais? Uma vez que os objetivos estejam definidos, como agir para estar seguros de alcançar estas metas importantes?

Há três áreas específicas da responsabilidade dos pais: amar, instruir e disciplinar.

1. Amar.

"Herança do Senhor são os filhos, o fruto do ventre seu galardão." (Salmo 127:3)

Parece que o natural é amar nossos filhos, no entanto, em alguns lares são cometidos as mais terríveis agressões, brutalidades e crimes contra os filhos. Amá-los significa uma completa aceitação de suas pessoas, como dádivas recebidas das mãos de Deus. Isto inclui a disposição de nos sacrificar para o seu bem. Implica um compromisso constante com Deus a fim de criá-los para a glória do Senhor. Precisamos de mais virtudes e recursos do que temos para poder cumprir fielmente esta tarefa digna. Portanto, temos que depender de Deus constantemente. Esta dependência dele nos levará a exercer fé e fará possível sua participação com graça na vida de nossos filhos, o que contribuirá para sua formação.

Devemos aceitar os filhos tal como são, com seu próprio sexo, defeitos, cor de cabelo, pele, personalidade, etc. Os filhos percebem desde cedo na vida se são aceitos ou recusados por seus pais.

É muito importante que a mãe tenha seu filho nos braços constantemente, e que além disso, tenha o costume de cantar e falar com ele, mesmo antes que possa entender completamente suas palavras. O pai também deve ser afetuoso e dedicar tempo a seus filhos pequenos. O contato físico é uma expressão muito importante de amor e carinho. 
Os filhos devem se sentir confortáveis e felizes no lar. É dever dos pais prover um ambiente que conduza a sua adequada formação (isto não significa luxo, mas atenção, esmero e constância). 

2. Instruir.

"Ensina a criança no caminho em que deve andar, e mesmo velho não se desviará dele." (Pv. 22:6)

Instruir significa ensinar, doutrinar, capacitar, comunicar. Da mesma forma que o amor provê o ponto de partida para a formação da vida dos filhos, a instrução articula e mostra como deve ser essa formação. Os filhos não aprendem apenas por absorção ou imitação. É necessário instruí-los.

A instrução deve servir especialmente para formar um caráter moral no filho: honestidade, justiça, perdão, generosidade, respeito pelos outros, critérios, pudor, modéstia, operosidade, diligência, etc. Devemos aproveitar todas as circunstâncias para reafirmar e reforçar estes valores morais, éticos e espirituais. 

Também é tarefa dos pais, incentivar os filhos a desenvolver sensibilidade espiritual, docilidade e boa disposição diante de Deus. As crianças devem chegar aos 6 anos pensando em Deus de uma maneira natural, como parte integrante de sua vida cotidiana. Para conseguir isso, os pais devem falar das coisas de Deus com naturalidade, levar seus filhos a ter fé e confiança no Senhor orar com eles regularmente, contar-lhes histórias bíblicas e relatos contemporâneos que destaquem o valor de um caráter nobre e da confiança no Senhor.

Devemos tomar as particularidades de cada filho como algo positivo e ajudá-lo em seu desenvolvimento, respeitando sua própria personalidade. Cada filho tem sua própria modalidade e é dever dos pais descobri-la para poder encaminhá-lo de modo adequado.

Ao instruir, os pais devem prestar atenção especial àquelas áreas que são fundamentais, tais como:

- Realizar trabalhos e cumprir ordens (primeiro nas tarefas domésticas).
- Ajudar os outros.
- Concentrar-se em seus estudos.
- Resolver problemas e discordâncias sociais.
- Formar amizades.
- Vencer a tentação e desenvolver um sentido de dignidade moral.
- Administrar o dinheiro e o tempo.
- Encontrar e conservar um emprego.
- Desenvolver uma boa relação com o sexo oposto.
- Descobrir sua vocação.

É importante elogiar os filhos quando cumprem bem com um trabalho ou levam a bom termo um projeto. A aprovação dos pais ajuda a firmar os valores positivos do caráter; faz com que os filhos se sintam reconhecidos e apreciados, e reforça sua auto-estima. Este é um elemento essencial para que alcancem sucesso posteriormente na vida.

Os filhos precisam conhecer os limites de sua liberdade. Por isso é necessário estabelecer algumas regras para o bom funcionamento e ordem na casa. Estas devem ser poucas e razoáveis, e seu cumprimento deve ser exigido. À medida que os filhos vão crescendo é necessário determinar regras claras e justas no que diz respeito a diversões e vida social. Enquanto são pequenos, é aconselhável manter as "rédeas" bem curtas, e ir afrouxando-as gradativamente à medida que forem crescendo. Tenhamos em mente que é melhor enfatizar princípios do que estabelecer regras rígidas. É necessário explicar bem as coisas aos adolescentes; isso também é melhor do que adotar uma atitude impositiva. Isto os ajuda a desenvolver critério e bom juízo, mesmo que resistam às normas estabelecidas.

Em relação à instrução, nada é mais importante que o bom exemplo dos pais. Muitos descuidam disso, e "borram com o braço o que escreveram com a mão".

3. Disciplinar.

"Vós, filhos, obedecei em tudo a vossos pais; porque isto é agradável ao Senhor. Vós, pais, não irriteis a vossos filhos, para que não fiquem desanimados." (Colossenses 3:20,21)

"Porque o Senhor repreende a quem ama, assim como o pai ao filho." (Provérbios 3:12)

"O que retém a vara aborrece a seu filho, mas o que o ama cedo o disciplina." (Provérbios 13:24)

"Castiga o teu filho enquanto há esperança, mas não te exceda ao ponto de matá-lo." (Pv.19:18)

"A estultícia está ligada ao coração da criança, mas a vara a afastará dela." (Provérbios 22:15)

"Não retires da criança a disciplina; Porque, fustigando-a tu com a vara, nem por isso morrerá. Tu a fustigarás com a vara e livrarás sua alma do inferno." (Provérbios 23:13,14)

"A vara e a disciplina dão sabedoria, mas a criança entregue a si mesma vem envergonhar sua mãe." (Provérbios 29:15)

(Ver também Provérbios 4:20-23; 6:20-22; 20:30 Deuteronômio 6:6-7; Salmo 78: 5-7)

A relação de uma criança com Cristo, prospera em proporção direta à sua obediência aos pais. Jesus Cristo vive e trabalha na vida de um filho obediente.

A obediência não é opcional, nem se limita ao que se considera justo. Em relação à sua conduta, os filhos precisam saber até onde podem chegar. Deus dotou os pais com autoridade para formar e disciplinar seus filhos e contam com seu respaldo para exercê-la de maneira satisfatória.

Em algumas ocasiões, os pais se enganam. Quando isso acontecer, devem admitir seus erros e, ao fazer isso, demonstram ser a classe de pessoas que Deus pode respaldar. Sua autoridade não deriva de estar sempre certos, mas provêm de Deus que a delegou a eles.

O uso da vara.

Nas passagens citadas, repetidamente é mencionado o uso da vara na disciplina. A vara, diferentemente da mão ou do cinturão do pai, é um instrumento impessoal que arde e dói sem fazer dano a criança. Uma varinha qualquer que seja flexível servirá de forma admirável. A área carnuda das nádegas constituem o ponto mais adequado para aplicá-la.

A vara é utilizada quando a criança não acata uma ordem, por rebelião, ou outra ofensa séria. Não se usa para corrigir faltas menores ou falhas próprias da criança (como deixar cair coisas, por descuido). Deve ser aplicada de maneira sóbria e sem ira. De outra forma, os pais transmitiriam seus sentimentos negativos aos filhos. Se estão alterados, é importante acalmar-se antes de aplicar a disciplina.

Os filhos não devem receber um único golpe violento, mas duas ou três varadas bem aplicadas. Quando a falta é mais grave, podem ser acrescentadas uma ou duas a mais. O pai deve usá-la nas nádegas da criança e não em qualquer lugar. A vara, de modo diferente da correia, permite medir a intensidade do golpe, que vai variar de acordo com a idade. Lembremos que procuramos infundir respeito e não temor.

Os filhos precisam aprender a obedecer a palavra de seus pais; e a palavra de Deus para eles. Os pequenos sofrem pela falta da disciplina paterna. A correção justa alivia seu sofrimento, já que os libera da culpa ou do peso na consciência.

A rebelião contra a autoridade legítima é um terrível pecado aos olhos de Deus. Os pais não devem permitir a rebelião no lar. Leiamos com cuidado a passagem de Deuteronômio 21:18-21, e observemos o que ela diz a respeito do filho rebelde. É responsabilidade dos pais livrar seus filhos de atitudes semelhantes.

Normas importantes na disciplina.

Deus estabeleceu os pais como responsáveis diretos da conduta de seus filhos (ver Provérbios 4:1-9; I Samuel 3:13-14). A figura principal na disciplina é a do pai. Ainda que ela seja aplicada pela mãe, o filho deve saber que a mãe conta com o apoio de seu marido. Isso facilita a tarefa da mãe.

Os pais tem que mostrar unanimidade em relação à disciplina. A mulher deve ter o cuidado de não contradizer seu marido, e o homem deve dar respaldo a esposa, principalmente na presença dos filhos.

Os pais não devem dizer ameaças nem expressões de desagrado. Uma vez que advertiram os filhos sobre as conseqüências de certa conduta, a disciplina deve ser aplicada imediatamente se desobedecerem (ver Eclesiastes 8:11). A disciplina deve ser aplicada:

- Com firmeza e decisão.
- De acordo com critérios estabelecidos (não deve variar segundo as emoções do momento).
- De maneira proporcional à ofensa.
- Sem ira ou amargura; do contrário, esse sentimento será transmitido à criança e se reproduzirá nela (ver Colossenses 3:21). 

Reconciliação.

É importante o processo de reconciliação. Lembremos do lugar transcendente que tem a oração e o perdão; não prolonguemos excessivamente na correção. A ordem correta da disciplina é a seguinte.

Fonte: estudogospel

terça-feira, 3 de julho de 2012

Corrupção nas igrejas evangélicas



Recentemente, líderes cristãos vem debatendo sobre a possível existência de corrupção dentro das igrejas evangélicas no Brasil. Alguns deles apontam ainda a ligação com o narcotráfico.

Um dos casos que têm sido apontado se relaciona com a igreja Deus é Amor (IDPA), cujo líder e fundador é David Miranda. As denúncias começaram por um ex-funcionário da igreja em 2000 de que lideranças da igreja teriam envolvimento com o narcotráfico. Recentemente, Guillherme Filho Prado deu entrevista à Rede Bandeirantes para relatar o envio de dinheiro não declarado ao exterior e um esquema de lavagem de dinheiro.

Contudo, alguns encontraram contradições nas declarações de Gilherme além de não apresentar provas concretas sobre suas denúncias. Segundo o advogado da IPDA, o ex-contador estaria tentando extorquir a igreja e que nenhuma condenação foi imposta à cúpula.

Outras igrejas a sofrerem acusações são a igreja Mundial do Poder de Deus, em que houve prisões de pastores acusados de tráficos de armas; e a igreja Universal do Reino de Deus, com denúncias de que a Rede Record de Televisão, pertencente ao fundador da igreja, Edir Macedo, teria sido fundada com dinheiro oriundo do narcotráfico. Os casos, entretanto, não estão totalmente esclarecidos.

Um professor de ciência da religião Paulo Romeiro abordou o assunto sobre a corrupção nas igrejas brasileiras em uma palestra no programa “Academia em Debate” da Universidade Presbiteriana Mackenzie, e apontou que a corrupção tem se tornado muito forte no contexto evangélico brasileiro.

Ele confirma o destaque para as igrejas neopentecostais, dizendo que se tornaram “criativas” no levantamento de fundos. Apesar de não ser contra a arrecadação de dinheiro pelas igrejas, ele diz que existe corrupção e ela vem a partir de uma questão cultural.

“A corrupção está nas entranhas da sociedade brasileira, nós vivemos em uma nação extremamente corrupta de cima a baixo, se você observar bem todos os poderes da nação estão contaminados pela corrupção, todos eles, não são apenas políticos, os juízes, os governantes, mas a sociedade em geral”.

Para ele, a igreja brasileira se distanciou da palavra de Deus, “sem a pregação da cruz, sem valores cristãos sendo pregados”.

“Tudo que você encontra hoje é autoajuda, sucesso e isso é muito complicado, as pessoas continuam ajudando por causa disso”.

O apologista Johnny Bernardo, do Instituto de Pesquisas Religiosas ( INPR) no Brasil questiona em seu blog se as igrejas estariam realmente envolvidas com o narcotráfico, descrevendo parte do quadro atual das denúncias bem como as denominações envolvidas. Segundo ele, tais envolvimentos são parte de um problema generalizado, citando as outras igrejas e denominações, cujos nomes estão ligados à corrupção.


Fonte: The Christian Post

domingo, 10 de junho de 2012

As façanhas de Arquimedes (O gênio grego que brilhou na física e na matemática)

                                                             
Se houvesse um concurso para escolher o maior gênio de todos os tempos, o grego Arquimedes (287-212 ou 211 a.C.) seria um concorrente muitosério. Seu pai havia sido um astrônomo de pouco destaque na história da ciência, chamado Fídias, mas o que seu pai não fez, o filho realizou com sobra. Não houve assunto importante naquela época em que Arquimedes não tenha dado um palpite inteligente e muitas vezes fundou áreas do conhecimento que ainda não existiam. Conta a lenda que Arquimedes descobriu, enquanto tomava banho, que um corpo imerso em um líquido sofre a ação de uma força, vertical e para cima, que alivia o peso do corpo. Essa força do líquido sobre o corpo chama-se empuxo. Ao descobri-la, ele teria saído nú, às pressas pela rua, dizendo: "EURECA!" (achei, em grego).
Ele foi o primeiro a deduzir as leis das alavancas e das roldanas e a descobrir porque os barcos e navios flutuam. Gostava de máquinas e inventou um sem-números de engenhocas íteis, como um aparelho de bombear água que até hoje é usado em algumas partes do mundo, e terríveis catapultas de guerra, com as quais podiam lançar pedras de um quarto de tonelada a 1 quilômetro de distância. Seu prestígio era tão grande, que se atribuiu a ele até façanhas improváveis, como a de ter montado um jogo de espelhos capaz de concentrar a luz do sol e incendiar navios de guerra no mar. Esperiências atuais mostram que o aparelho era mesmo engenhoso, mas dificilmente teria essa capacidade. Na matemática, Arquimedes ensinou novos cálculos e a determinar a área de figuras, como elípses, parábolas e cilindros. Também bolou um sistema de numeração com o qual se podia escrever números gigantescos, inimagináveis em seu tempo, que chegavam a quantidade de 80 quatrilhões. 
Nascido numa família de aristocratas, ele foi amigo do rei Heron, de Siracusa, na atual Sicília, cidade-estado grega então sob ameaça de Roma, o que explica o empenho do sábio em criar máquinas de guerra. Mas sua criatividade não foi páreo para a força bélica romana. Siracusa foi tomada e Arquimedes, morto durante a batalha final por um soldado invasor.

Fonte: historia do mundo

sábado, 19 de maio de 2012

Conheça a História da Escola Biblica Dominical

Sentado a sua mesa de trabalho num domingo em outubro de 1780 o dedicado jornalista Robert Raikes procurava concentrar-se sobre o editorial que escrevia para o jornal de Gloucester, de propriedade de seu pai. Foi difícil para ele fixar a sua atenção sobre o que estava escrevendo pois os gritos e palavrões das crianças que brincavam na rua, debaixo da sua janela, interrompiam constantemente os seus pensamentos. Quando as brigas tornaram-se acaloradas e as ameaças agressivas, Raikes julgou ser necessário ir à janela e protestar do comportamento das crianças. Todos se acalmaram por poucos minutos, mas logo voltaram às suas brigas e gritos.

Robert Raikes contemplou o quadro em sua frente; enquanto escrevia mais um editorial pedindo reforma no sistema carcerário. Ele conclamava as autoridades sobre a necessidade de recuperar os encarcerados, reabilitando-os através de estudo, cursos, aulas e algo útil enquanto cumpriam suas penas, para que ao saírem da prisão pudessem achar empregos honestos e tornarem-se cidadãos de valor na comunidade. Levantando seus olhos por um momento, começou a pensar sobre o destino das crianças de rua; pequeninos sendo criados sem qualquer estudo que pudesse lhes dar um futuro diferente daquele dos seus pais. Se continuassem dessa maneira, muitos certamente entrariam no caminho do vício, da violência e do crime.

A cidade de Gloucester, no Centro-Oeste da Inglaterra, era um pólo industrial com grandes fábricas de têxteis. Raikes sabia que as crianças trabalhavam nas fábricas ao lado dos seus pais, de sol a sol, seis dias por semana. Enquanto os pais descansavam no domingo, do trabalho árduo da semana, as crianças ficavam abandonadas nas ruas buscando seus próprios interesses. Tomavam conta das ruas e praças, brincando, brigando, perturbando o silêncio do sagrado domingo com seu barulho. Naquele tempo não havia escolas públicas na Inglaterra, apenas escolas particulares, privilégio das classes mais abastadas que podiam pagar os custos altos. Assim, as crianças pobres ficaram sem estudar; trabalhando todos os dias nas fábricas, menos aos domingos.

Raikes sentiu-se atribulado no seu espírito ao ver tantas crianças desafortunadas crescendo desta maneira; sem dúvida, ao atingir a maioridade, muitas delas cairiam no mundo do crime. O que ele poderia fazer?

Por um futuro melhor

Sentado a sua mesa, e meditando sobre esta situação, um plano nasceu na sua mente. Ele resolveu fazer algo para as crianças pobres, que pudesse mudar seu viver, e garantir-lhes um futuro melhor! Pondo ao lado seu editorial sobre reformas nas prisões, ele começou a escrever sobre as crianças pobres que trabalhavam nas fábricas, sem oportunidade para estudar e se preparar para uma vida melhor. Quanto mais ele escrevia, mais sentia-se empolgado com seu plano de ajudar as crianças. Ele resolveu neste primeiro editorial somente chamar atenção à condição deplorável dos pequeninos, e no próximo ele apresentaria uma solução que estava tomando forma na sua mente.

Quando leram seu editorial, houve alguns que sentiram pena das crianças, outros que acharam que o jornal deveria se preocupar com assuntos mais importantes do que crianças, sobretudo, filhos dos operários pobres! Mas Robert Raikes tinha um sonho e este estava enchendo seu coração e seus pensamentos cada vez mais! No editorial seguinte, expôs seu plano de começar aulas de alfabetização, linguagem, gramática, matemática, e religião para as crianças, durante algumas horas de domingo. Fez um apelo, através do jornal, para mulheres com preparo intelectual e dispostas a ajudar-lhes neste projeto, dando aulas nos seus lares. Dias depois um sacerdote anglicano indicou professoras da sua paróquia para o trabalho.

O entusiasmo das crianças era comovente e contagiante. Algumas não aceitaram trocar a sua liberdade de domingo, por ficar sentadas na sala de aula, mas eventualmente todos estavam aprendendo a ler, escrever e fazer as somas de aritmética. As histórias e lições bíblicas eram os momentos mais esperados e gostosos de todo o currículo. Em pouco tempo, as crianças aprenderam não somente da Bíblia, mas lições de moral, ética, e educação religiosa. Era uma verdadeira educação cristã.

Robert Raikes, este grande homem de visão humanitária, não somente fazia campanhas através de seu jornal para angariar doações de material escolar, mas também agasalhos, roupas, sapatos para as crianças pobres, bem como mantimentos para preparar-lhes um bom almoço aos domingos. Ele foi visto freqüentemente acompanhado de seu fiel servo, andando sob a neve, com sua lanterna nas noites frias de inverno. Raikes fazia isto nos redutos mais pobres da cidade para levar agasalho e alimento para crianças de rua que morreriam de frio se ninguém cuidasse delas; conduzindo-as para sua casa, até encontrar um lar para elas.

As crianças se reuniam nas praças, ruas e em casas particulares. Robert Raikes pagava um pequeno salário às professoras que necessitavam, outras pagavam suas despesas do seu próprio bolso. Havia, também, algumas pessoas altruistas da cidade, que contribuíam para este nobre esforço.

Movimento mundial

No começo Raikes encontrou resistência ao seu trabalho, entre aqueles que ele menos esperava - os líderes das igrejas. Achavam que ele estava profanando o domingo sagrado e profanando as suas igrejas com as crianças ainda não comportadas. Havia nestas alturas algumas igrejas que estavam abrindo as suas portas para classes bíblicas dominicais, vendo o efeito salutar que estas tinham sobre as crianças e jovens da cidade. Grandes homens da igreja, tais como João Wesley, o fundador do metodismo, logo ingressaram entusiasticamente na obra de Raikes, julgando-a ser um dos trabalhos mais eficientes para o ensino da Bíblia.

As classes bíblicas começaram a se propagar rapidamente por cidades vizinhas e, finalmente, para todo o país. Quatro anos após a fundação, a Escola Dominical já tinha mais de 250 mil alunos, e quando Robert Raikes faleceu em 1811, já havia na Escola Dominical 400 mil alunos matriculados.

A primeira Associação da Escola Dominical foi fundada na Inglaterra em 1785, e no mesmo ano, a União das Escolas Dominicais foi fundada nos Estados Unidos. Embora o trabalho tivesse começado em 1780, a organização da Escola Dominical em caráter permanente, data de 1782. No dia 3 de novembro de 1783 é celebrada a data de fundação da Escola Dominical. Entre as igrejas protestantes, a Metodista se destaca como a pioneira da obra de educação religiosa. Em grande parte, esta visão se deve ao seu dinâmico fundador João Wesley, que viu o potencial espiritual da Escola Dominical e logo a incorporou ao grande movimento sob sua liderança.

A Escola Bíblica Dominical surgiu no Brasil em 1855, em Petrópolis (RJ). O jovem casal de missionários escoceses, Robert e Sarah Kalley, chegou ao Brasil naquele ano e logo instalou uma escola para ensinar a Bíblia para as crianças e jovens daquela região. A primeira aula foi realizada no domingo, 19 de agosto de 1855. Somente cinco participaram, mas Sarah, contente com “pequenos começos”, contou a história de Jonas, mais com gestos,do que palavras, porque estava só começando a aprender o português. Ela viu tantas crianças pelas ruas que seu coração almejava ganhá-las para Jesus. A semente do Evangelho foi plantada em solo fértil.

Com o passar do tempo, aumentou tanto o número de pessoas estudando a Bíblia, que o missionário Kalley iniciou aulas para jovens e adultos. Vendo o crescimento, os Kalleys resolveram mudar para o Rio de Janeiro, para dar uma continuidade melhor ao trabalho e aumentar o alcance do mesmo. Este humilde começo de aulas bíblicas dominicais deu início à Igreja Evangélica Congregacional no Brasil.

No mundo há muitas coisas que pessoas sinceras e humanitárias fazem sem pensar ou imaginar a extensão de influência que seus atos podem ter. Certamente, Robert Raikes nunca imaginou que as simples aulas que ele começou entre crianças pobres e analfabetas da sua cidade, no interior da Inglaterra, iriam crescer para ser um grande movimento mundial. Hoje, a Escola Dominical conta com mais de 60 milhões de alunos matriculados, em mais de 500 mil igrejas protestantes no mundo. É a minúscula semente de mostarda plantada e regada, que cresceu para ser uma grande árvore cujos galhos estendem-se ao redor do globo. 

Fonte: CPAD

Paulo Freire, o mentor da educação


O mais célebre educador brasileiro, autor da pedagogia do oprimido, defendia como objetivo da escola ensinar o aluno a "ler o mundo" para poder transformá-lo.


Paulo Freire (1921-1997) foi o mais célebre educador brasileiro, com atuação e reconhecimento internacionais. Conhecido principalmente pelo método de alfabetização de adultos que leva seu nome, ele desenvolveu um pensamento pedagógico assumidamente político. Para Freire, o objetivo maior da educação é conscientizar o aluno. Isso significa, em relação às parcelas desfavorecidas da sociedade, levá-las a entender sua situação de oprimidas e agir em favor da própria libertação. O principal livro de Freire se intitula justamente Pedagogia do Oprimido e os conceitos nele contidos baseiam boa parte do conjunto de sua obra.

Ao propor uma prática de sala de aula que pudesse desenvolver a criticidade dos alunos, Freire condenava o ensino oferecido pela ampla maioria das escolas (isto é, as "escolas burguesas"), que ele qualificou de educação bancária. Nela, segundo Freire, o professor age como quem deposita conhecimento num aluno apenas receptivo, dócil. Em outras palavras, o saber é visto como uma doação dos que se julgam seus detentores. Trata-se, para Freire, de uma escola alienante, mas não menos ideologizada do que a que ele propunha para despertar a consciência dos oprimidos. "Sua tônica fundamentalmente reside em matar nos educandos a curiosidade, o espírito investigador, a criatividade", escreveu o educador. Ele dizia que, enquanto a escola conservadora procura acomodar os alunos ao mundo existente, a educação que defendia tinha a intenção de inquietá-los.

Fonte: revista escola

sábado, 12 de maio de 2012

Comênio, o pai da didática moderna

O filósofo tcheco combateu o sistema medieval, defendeu o ensino de "tudo para todos" e foi o primeiro teórico a respeitar a inteligência e os sentimentos da criança

Comênio. Foto: Corbis /Stock Photos
Quando se fala de uma escola em que as crianças são respeitadas como seres humanos dotados de inteligência, aptidões, sentimentos e limites, logo pensamos em concepções modernas de ensino. Também acreditamos que o direito de todas as pessoas - absolutamente todas - à educação é um princípio que só surgiu há algumas dezenas de anos. De fato, essas idéias se consagraram apenas no século 20, e assim mesmo não em todos os lugares do mundo. Mas elas já eram defendidas em pleno século 17 por Comênio (1592-1670), o pensador tcheco que é considerado o primeiro grande nome da moderna história da educação.

A obra mais importante de Comênio, Didactica Magna, marca o início da sistematização da pedagogia e da didática no Ocidente. A obra, à qual o autor se dedicou ao longo de sua vida, tinha grande ambição. "Comênio chama sua didática de ‘magna’ porque ele não queria uma obra restrita, localizada", diz João Luiz Gasparin, professor do Departamento de Teoria e Prática da Educação da Universidade Estadual de Maringá. "Ela tinha de ser grande, como o mundo que estava sendo descoberto naquele momento, com a expansão do comércio e das navegações."

No livro, o pensador realiza uma racionalização de todas as ações educativas, indo da teoria didática até as questões do cotidiano da sala de aula. A prática escolar, para ele, deveria imitar os processos da natureza. Nas relações entre professor e aluno, seriam consideradas as possibilidades e os interesses da criança. O professor passaria a ser visto como um profissional, não um missionário, e seria bem remunerado por isso. E a organização do tempo e do currículo levaria em conta os limites do corpo e a necessidade, tanto dos alunos quanto dos professores, de ter outras atividades.

Fonte: Revista Escola

sábado, 28 de abril de 2012

A Importância da Escola no Aprendizado do Idioma


Estamos vivendo na sociedade da informação, caracterizado pela globalização econômica, pelos avanços científicos e as novas tecnologias, esses requisitos são fatores que motivam as reformas significativas nos programas de formação educacional em nosso país, como em outros países estrangeiros. O desafio agora é treinar os jovens a serem capazes, de se adaptarem às circunstâncias completamente novas em um mundo em mudança.  
  
Um dos objetivos de médio prazo a ser observado é desenvolver o potencial da educação infantil, pois tudo começa aqui. Para fazer isso, a idade de partida deve ser reduzida de matrícula a um modelo flexível. O estabelecimento de um nível básico deve servir como uma ponte entre a pré-escola e os primeiros anos do ensino fundamental, esse modelo já está tomando forma na maioria dos países europeus, onde desde cedo se aprende além da língua materna, outros idiomas, mas não de uma forma superficial e sim bem incisiva, diferente do nosso Brasil. 

A roupagem que está sendo seguida em alguns países desenvolvidos é de manter um esforço para melhorar suas habilidades de leitura e escrita na língua materna. Por razões relacionadas com a neuropsicologia, ficou provado que a educação precoce é particularmente eficaz para a o aprendizado nos idiomas. Por isso, prevê a introdução do ensino de duas línguas estrangeiras desde o nível primário. 

Outro desafio é feita pela tecnologia da informação e comunicação que deve ser integrado como um instrumento de trabalho em todos os níveis de escolaridade, tanto para professores como para alunos. A integração educacional e cultural da língua estrangeira para a criança e jovem é um desafio constante. 

Em uma comparação internacional, tomando como base, por exemplo, a Suíça, a proporção de jovens de culturas estrangeiras é relativamente alta e, portanto, requer atenção especial. Todas as crianças de origem estrangeira, independentemente do seu estatuto, podem ser integradas na escola. Isto é em parte uma tarefa da escola para garantir a coexistência de línguas estrangeiras no currículo escolar.

Quanto mais cedo à criança der os primeiros passos no aprendizado da língua estrangeira, mais fácil será para absorvê-la.

Por Apolônio Alves

domingo, 8 de janeiro de 2012

LOUIS BRAILLE, O INVENTOR DO ALFABETO PARA CEGOS


Louis Braille morreu em 6 de janeiro de 1852, aos 42 anos, vítima de tuberculose. Seus restos mortais foram transferidos um século mais tarde para o Panthéon de Paris, aonde estão personalidades homenageadas pela França.

Nasceu em 4 de janeiro de 1809 em Coupvray, uma pequena cidade a leste de Paris. Aos 3 anos, quando brincava com uma tesoura de cortar couro na oficina de selaria de seu pai, feriu-se gravemente num dos olhos. Após alguns meses, o outro olho seria contaminado e o pequeno Louis perderia completamente a visão.

Frequentou a escola da cidade e depois, aos 10 anos, foi admitido no Instituto Real de Jovens Cegos de Paris. Passaria ali 24 anos de sua vida, primeiro como aluno e depois como jovem professor de 16 anos. Aplicado, inteligente, trabalhador e tenaz, foi lá que produziu seu alfabeto enquanto Lecionava uma enorme gama de disciplinas.

Em 1821, o capitão Nicolas Barbier de la Serre apresenta à instituição seu sistema fonético em alto-relevo, a “escrita noturna”, um útil instrumento ao exército em locais com pouca luz. Braille, então com apenas 12 anos, propõe aperfeiçoamentos à técnica e, em 1824, apresenta seu próprio sistema alfabético.

Redige um procedimento para escrever palavras, música e o canto gregoriano por meio de pontos dispostos pelos cegos. O sistema Braille nasce oficialmente com a primeira edição desse processo em 1829. Uma segunda edição viria a público em 1837 com a introdução de melhoramentos. O sistema está em vigor ainda nos dias de hoje.

Sendo um sistema eficaz, tornou-se, por fim, popular. Hoje, o método simples e engenhoso elaborado por Braille torna a palavra escrita disponível a milhões de deficientes visuais graças aos esforços que aquele rapaz empenhou há quase 200 anos.

O braille é lido da esquerda para a direita, com uma ou ambas as mãos. Cada célula braille permite 63 combinações de pontos. Assim, podem-se designar combinações de pontos para todas as letras e para a pontuação da maioria dos alfabetos. Vários idiomas usam uma forma abreviada de braille, na qual certas células são usadas no lugar de combinações de letras ou de palavras. Algumas pessoas ganharam tanta prática em braille que conseguem ler até 200 palavras por minuto.

As primeiras dez letras só usam os pontos das duas fileiras de cima.

Os números de 1 a 9, e o zero, são representados por esses mesmos dez sinais, precedidos por um sinal especial.

As dez letras seguintes acrescentam o ponto no canto inferior esquerdo a cada uma das dez primeiras letras.

As últimas cinco letras acrescentam ambos os pontos inferiores às cinco primeiras letras. A letra w é uma exceção porque foi acrescentada posteriormente ao alfabeto francês.

As combinações restantes, ainda possíveis são utilizadas para pontuação, contrações e abreviaturas especiais. Estas contrações e abreviaturas às vezes tornam difícil a aprendizagem do braille. Isto acontece especialmente no caso de pessoas que ficam cegas numa idade mais avançada, visto que a única forma de aprender braile é memorizar todos os sinais.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Limitando Para o Crescimento Sadio

Os pais que educam seus filhos tem como objetivo preparar os filhos para a vida. Muitos pais ao criarem seus filhos acreditam que podem resolver todos os problemas da vida deles.
Desde pequenos os filhos assim como qualquer pessoa precisa de limites para as coisas, ou seja, o que pode e o que não pode ser feito. Se os pais não conseguem transmitir aos filhos os limites de tudo, com certeza quando crescerem, quem irá sofre com a falta de limites serão os próprios pais,
A educação na vida de uma criança é muito importante, e a maioria dos pais demoram para fazer com que seus filhos tenham as suas próprias responsabilidades. Por isso, é comum encontrarmos vários jovens que apesar de bem criados e nutridos de saúde possuem característica como a má educação.
São adolescentes que diante de qualquer situação adversa desistem ou partem para a ignorância.
Para um filho obter boa educação é necessário que os pais também os conceda bons exemplos, tais como: ser educado, ser bondoso, ter caráter, ter gratidão para com as outras pessoas, ser cidadão correto, possuir ética, enfim exemplos de boa conduta. Muitas vezes o filho vai e joga papel no chão, daí o pai vai e recolhe, achando que assim estará sendo exemplar. O correto seria que o pai explicasse ao filho o lugar que deve ser jogado e fazer com que o filho jogue o papel no lixo, para que com isso, o filho não sai pelos lugares jogando sujeiras ao chão.
Tanto o pai quanto a mãe são responsáveis pela educação dos filhos, pois os dois juntos unirão valores para passarem aos filhos.
Alguns pais acreditam que castigar é sempre a melhor maneira de educar, mas não é bem assim que acontece muitas vezes a criança ou o adolescente reage com raiva ao castigo e pode fazer de novo a arte só para deixar os pais com raiva e isso só piorará ainda mais a situação. Ou muitas vezes os pais fazem trocas com os filhos: olha meu filho se você passar de ano aumento a mesada. Enfim coisas que praticamente obrigam os filhos a conseguir aquilo que querem.
Portanto cada um dos pais devem saber impor e criar limites desde crianças aos seus filhos e explicar-lhes sempre as coisas com muita conversa, ou seja, o certo e o errado, e o que pode e não ser feito, para que com isso entendam e respeitem quais serão os seus limites.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Limites Para Educar?

Educar dá trabalho.Não basta mandar seu filho a escola.Educar não é tratar seu filho como se fosse um ser especial. Uma Jóia.Apenas um presente de Deus.Educar é saber que você colocou um novo homem ou uma nova mulher no mundo e não simplesmente um neném e que esse neném não vai ser neném a vida toda.Um neném é igual a uma massa que esta a fermentar.Ela ainda vai crescer e virar outra coisa. Pior é eu saber que a maioria ou grande parte não vai ler ou saber.Quando seu filho joga um papel no chão ele deve ter alguém para lhe dizer que isso esta errado. Quando ele chuta outras pessoas alguém deve lhe chamar a atençao para que não repita isso.Quando ele grita também deve ser chamado sua atenção. Quando ele não quer comer deverá saber que ficará com fome.Ou seja deve sentir que em seus atos há uma conseqüência.Ah! Mas então a criança ouvirá muitos nãos? Sim ouvirá. Ah! Mas terei que chamar sua atenção muitas vezes? Sim terá.Isso é muito trabalhoso? É demais.....Então não tenha filhos.Qualquer ser humano desafia as pessoas e as coisas para saber seus limites não é so a criança.Quando você ou o governo ou seu vizinho ou seja quem for estiver sendo desafiado tenha em mente isso. O desafiador está testando seus limites e sua força. A criança começa empurrando, depois chutando, depois cuspindo e talvez depois matando. Seus limites se alargam quando não são reprimidos. Então a repressão é boa? Nem boa nem má, é necessária.Uma criança sem educação sobe num muro pode cair sob uma lança e morrer como muitas vezes ocorreu. Sua repressão salva sua vida.Ou pode começar a fazer pequenos furtos e chegar a grandes furtos e acabar nos noticiários policiais e você vai chorar por isso.Não espere que ele cresça para educá-lo comece no dia de seu nascimento e não deixe de educá-lo enquanto estiver vivo. Educar dependendo de quem estiver sendo educado dará muito ou pouco trabalho mas a educação atinge seus objetivos quando há obediência as regras e normas estabelecidas e estas precisam ser sempre repetidas para que se instalem nas mentes.Uma a um milhão de vezes.Você repetira tantas vezes para a criança ir escovar os dentes até os dias em que observar que ela já estiver indo por hábito criado por seu comando e assim para todas as outras coisas. Seu filho não nasceu sabendo e não saberá por si só a menos que seja um ser excepcional.Se você não fizer isso por que não sabe, não tem jeito ou não esta presente reze por que não sabe hoje o que será esse ser amanhã. Os educadores,professores e outros não devem estar ligados a partidos políticos ou ideologias pois deixam de educar e passam a ser indutores de idéias e a isso os pais devem ficar atentos e se possível prevenir seus filhos para que não sejam como peixes a serem pegos facilmente nessas redes.Outra coisa. Bater para educar? É uma pergunta que sempre ocorre,Há uma diferença entre um leve tapa calculado apenas para produzir uma leve dor e emoção e entre murros e pontapés ou outros tipos de agressões traumatizantes.Uma criança que ainda não fala ou que mal compreende a palavra e anda até o fogão e abre todos os botões é um caso onde de nada vai adiantar falar e ai eu em minha opinião acredito que não há saída a não ser um leve tapa nas mãos e uma cara bem feia! Para tudo há excessões! Use seu bom senso sempre e sem medo.

A Adolescência e a Gravidez Precoce

A adolescência é uma fase bastante conturbada na maioria das vezes, em razão das descobertas, das ideias opostas às dos pais e irmãos, formação da identidade, fase na qual as conversas envolvem namoro, brincadeiras e tabus. É uma fase do desenvolvimento humano que está entre infância e a fase adulta. Muitas alterações são percebidas na fisiologia do organismo, nos pensamentos e nas atitudes desses jovens.

A gravidez é o período de crescimento e desenvolvimento do embrião na mulher e envolve várias alterações físicas e psicológicas. Desde o crescimento do útero e alterações nas mamas a preocupações sobre o futuro da criança que ainda irá nascer. São pensamentos e alterações importantes para o período.

Adolescência e gravidez, quando ocorrem juntas, podem acarretar sérias consequências para todos os familiares, mas principalmente para os adolescentes envolvidos, pois envolvem crises e conflitos. O que acontece é que esses jovens não estão preparados emocionalmente e nem mesmo financeiramente para assumir tamanha responsabilidade, fazendo com que muitos adolescentes saiam de casa, cometam abortos, deixem os estudos ou abandonem as crianças sem saber o que fazer ou fugindo da própria realidade.

O início da atividade sexual está relacionado ao contexto familiar, adolescentes que iniciam a vida sexual precocemente e engravidam, na maioria das vezes, tem o mesmo histórico dos pais. A queda dos comportamentos conservadores, a liberdade idealizada, o hábito de “ficar” em encontros eventuais, a não utilização de métodos contraceptivos, embora haja distribuição gratuita pelos órgãos de saúde públicos, seja por desconhecimento ou por tentativa de esconder dos pais a vida sexual ativa, fazem com que a cada dia a atividade sexual infantil e juvenil cresça e consequentemente haja um aumento do número de gravidez na adolescência.

A gravidez precoce pode estar relacionada com diferentes fatores, desde estrutura familiar, formação psicológica e baixa autoestima. Por isso, o apoio da família é tão importante, pois a família é a base que poderá proporcionar compreensão, diálogo, segurança, afeto e auxílio para que tanto os adolescentes envolvidos quanto a criança que foi gerada se desenvolvam saudavelmente. Com o apoio da família, aborto e dificuldades de amamentação têm seus riscos diminuídos. Alterações na gestação envolvem diferentes alterações no organismo da jovem grávida e sintomas como depressão e humor podem piorar ou melhorar.

Para muitos destes jovens, não há perspectiva no futuro, não há planos de vida. Somado a isso, a falta de orientação sexual e de informações pertinentes, a mídia que passa aos jovens a intenção de sensualidade, libido, beleza e liberdade sexual, além da comum fase de fazer tudo por impulso, sem pensar nas consequências, aumenta ainda mais a incidência de gestação juvenil.

É muito importante que a adolescente faça o pré-natal para que possa compreender melhor o que está acontecendo com seu corpo, seu bebê, prevenir doenças e poder conversar abertamente com um profissional, sanando as dúvidas que atordoam e angustiam essas jovens.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Os Novos Conceitos de Educação

Não é fácil tirar de dentro da criança sentimentos bons, no qual o ser humano tem a tendência natural de seguir o mal, então educar não é só tirar de dentro o sentido é mais amplo, educação é também transmissão, exemplos de vida, práticas e condutas que refletem na moral de que lhe assiste, então a criança observa muito bem tais comportamentos, ela não conseguira fazer uma leitura de vida de alguém que lhe diz para fazer ou agir de determinada forma e a própria pessoa não prática o que se é ensinado. Torna-se confuso para qualquer ser humano, principalmente para uma criança. Dentro do ponto de vista de comportamentos praticados, formulou-se outra definição sobre educação: “Educação é o processo contínuo de transmissão da herança cultural, de geração a geração. O Ser humano quando nasce não existe nele vícios, maus comportamentos, podemos dizer, que se está novo em folha, onde os seus primeiros contatos será com a sociedade, família, depois vizinhança, escola, trabalho e assim as influências culturais vão formando um pouco de sua personalidade que se vai passando de geração em geração.
A questão de Herança Cultural: significa tudo aquilo que compõem a cultura da humanidade: A família tem sua cultura, o bairro onde mora tem sua cultura própria, a cidade, o Estado, o País e assim sucessivamente, todos tem sua essência e especificidade, todos tem sua cultura. Do ponto de vista do sujeito da Educação, ela é o desenvolvimento integral das capacidades do indivíduo e sua socialização, isto é, sua integração na vida da sociedade humana”. Como o ser humano na sua concepção de um ser social interage com a sociedade, então vemos que entra a Sociologia estudando também a ação e o comportamento do individuo quanto cidadão a importância da conscientização dos seus direitos e deveres, respeito ao próximo, relacionamento com o outro ser humano e outros seres animais, para onde vai se integrando e de que forma esse ser humano se localiza? A Máquina humana é o ser mais maravilhoso e surpreendente de toda a história de vida, não é a toa que desde o principio os filósofos pré-socrático, na era de Sócrates, pós-socrático e nos dias de hoje não se cansam de estudar o homem, é uma busca incansável do próprio ser humano conhecer a si mesmo, como disse o próprio Sócrates “Conhece-te a ti mesmo”, até hoje tem sido complexo para a humanidade se conhecer.
Educar é desenvolver a personalidade; Educar é preparar para vida: é tornar o individuo mais útil a si mesmo e ao próximo. Não basta somente existir, é preciso saber viver, e isso não se aprende de um dia para o outro é gradativamente, como o próprio autor menciona e suas palavras “A aprendizagem para a vida se faz através da própria vida de cada dia”. Nesse conceito de viver o autor criou o sentido de Escola Viva, onde o aluno vive participa de tudo de forma ativa, ouve o professor e esse ouve o aluno e refletem juntos (Feedback) a achar soluções para as perguntas que move esse mundo. Construir conhecimentos é função das duas partes professor / aluno e isso é viver a vida, é educar conscientemente para a vida, o aluno não é depósito e nem uma máquina enferrujada pelo tempo, é um ser vivo pronto para ser lapidado como uma pedra preciosa. Então o ser humano precisa ser atualizado, a sua potencialidade precisa ser estimulada, reciclada, motivada, despertada, basta a cada dia um novo aprendizado: “A Educação é a atualização das potencialidades do individuo”, o ser humano é um ser inacabado, graças a Deus por isso.


Por Apolônio Alves

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Pesquisa aponta: 61% dos adolescentes gostariam de casar virgens; 63% gostariam de recuperar a virgindade

Contrariamente à opinião popular, uma sólida maioria dos adolescentes dos EUA gostariam de ser virgens quando se casam, encontrou um estudo recém-divulgado.

Sessenta e um por cento dos jovens americanos disseram que gostariam de não fazer sexo até o casamento, descobriu estudo abrangente da OneHope, o “estado espiritual dos Filhos,” lançado quarta-feira. E 63 por cento dos entrevistados disseram que gostariam de recuperar a sua virgindade, se possível.

O estudo de 91 páginas – que inclui também dados sobre o adolescente de crenças, valores e espiritualidade – foi lançado pouco antes do Dia dos Namorados.

Os resultados do relatório são surpreendentes, dado o aumento da exposição adolescente sexualmente explícito conteúdo de mídia – como a recente controvérsia sobre a MTV, “Skins” – e como eles são retratados pela mídia.

“Há muita pesquisa sobre os jovens, mas quando ouvimos diretamente deles?” comentou Vice-Presidente da Global Ministries OneHope de Chade Causey. “É por isso que a OneHope realiza pesquisas ao redor do mundo, perguntando aos próprios jovens o que mais os impacta. Usamos essa pesquisa para entender melhor suas necessidades, conhecê-los em seus pontos de dor e trazer-lhes esperança através de experiências de mídia transmitindo o amor de Deus.”

O tamanho da amostra foi de 5.108 adolescentes com idades entre 13 e 18 anos nos Estados Unidos. Os estudantes foram recrutados para participar da pesquisa on-line através de uma empresa membro do comitê e através de sites de redes sociais, com o levantamento real que está sendo realizado no final de 2010.

Outros resultados notáveis no estudo do ministério focado na criança são:

82 por cento acreditam que Deus planejou o casamento para durar uma vida.
50 por cento consideram um homem e uma mulher solteira uma família.
59 por cento disseram que a Bíblia tem pouca / nenhuma influência sobre seus pensamentos e ações.
62 por cento acreditam que a verdade é relativa.
57 por cento acreditam ser boas pessoas e fazer boas obras, poderá fazê-lo ir para o céu.
69 por cento assistem a MTV em uma base semanal.
A OneHope, que visa alcançar as crianças do mundo com a mensagem da Bíblia, começou a estudar para aprender mais sobre as necessidades únicas, experiências e tradições sociais dos jovens. O ministério utiliza a pesquisa dos EUA para desenvolver programas, materiais e experiências materiais para atender as necessidades específicas dos jovens norte-americanos e de compartilhar a mensagem de que Deus os ama.

O ministério da Flórida, fundado pelo missionário Bob Hoskins, em 1987 atingiu cerca de 700 milhões de jovens em 125 países através de revistas infantis, filmes animados, shows rave, aplicativos de smartphones, jogos interactivos, entre outros veículos.

Fonte: Christian Post

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

PARADIGMAS CIENTÍFICOS E ENSINO SUPERIOR

Apresenta a ciência como um saber comunitário societário que interage com a organização social, econômica e política da sociedade, resultando na interferência no processo de transmissão do conhecimento por meio do controle do sistema de ensino. A organização social, econômica e política da sociedade na qual a comunidade científica está inserida interage no processo de construção do conhecimento científico e interfere no processo de transmissão desse conhecimento na medida em que regulamenta e controla o sistema de ensino. A busca racional do conhecimento, própria do conhecimento científico, é “a forma mais elevada de objetivação do homem pela qual ele se põe no mundo, elevando-o ao nível de sua capacidade espiritual”. Enquanto saber formal, o conhecimento científico tem sua transmissão socialmente regulamentada sendo atribuição do sistema de ensino. O tecido social é assim permeado por influências das interações do conhecimento científico com as demais formas de conhecimento, das interações entre o conhecimento e as estruturas sociais e do processo de interação entre os integrantes da comunidade científica e demais membros da sociedade, entre outras influências perceptíveis, em um processo dinâmico resultante das relações sistêmicas que caracterizam a vida social. Considerando a perspectiva individual, nenhum dos membros de uma sociedade domina o conjunto do saber existente. A visão sistêmica da realidade contribui para a reflexão atual na medida em que permite abranger a diversidade dos fenômenos sociais mas não é suficiente para dar conta da complexidade das relações sociais. A aplicação da idéia de sistema ao contexto social nos leva à concepção da sociedade enquanto sistema. Dessa forma o estudo dos paradigmas deve começar pela localização dos grupos responsáveis dentro da comunidade científica. São processos distintos e aquilo que a percepção deixa para que seja completado pela interpretação depende da natureza, da extensão da formação e da experiência prévia. Essa mudança, denominada conversão, está no cerne do processo revolucionário.


Fonte:INTERCOM – Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação XXIV Congresso Brasileiro da Comunicação – Campo Grande /MS – setembro 2001 PARADIGMAS CIENTÍFICOS E ENSINO SUPERIOR Ada de Freitas Maneti Dencker (UNIP)

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

A qualidade da educação brasileira

São muitos os problemas que estão presentes na educação brasileira, especialmente na educação pública. São diversos os fatores que proporcionam resultados negativos, um exemplo disso são as crianças que se encontram no 6ºano do ensino fundamental e não dominam habilidade de ler e escrever.

Esse fato é resultado direto do que acontece na estrutura educacional brasileira, pois praticamente todos os que atuam na educação recebem baixos salários, professores frustrados que não exercem com profissionalismo ou também esbarram nas dificuldades diárias da realidade escolar, além dos pais que não participam na educação dos filhos, entre muitos outros agravantes.

As avaliações implantadas pelo governo para avaliar a educação brasileira apresentam números desanimadores, isso se tornou uma situação insustentável que não pode continuar.
Em setembro de 2006, um grupo de empresários e políticos, com a participação dos meios de comunicação em massa, firmou um compromisso denominado de Todos pela Educação. Nessa mobilização ficaram definidas algumas metas a serem alcançadas até 7 de setembro de 2022. São elas:

- Todo indivíduo com idade entre 7 e 17anos deverá estar na escola.
-Todo indivíduo com idade de 8 anos deverá dominar a leitura.
- Os alunos deverão ter acesso a todos os conteúdos correspondentes a sua série.
- Todos os alunos deverão concluir as etapas de estudo (fundamental e médio).
- Garantia de investimentos na Educação Básica.

Números que retratam os problemas da educação brasileira

• Hoje, no Brasil, de 97% dos estudantes com idade entre 7 e 14 anos se encontram na escola, no entanto, o restante desse percentual, 3%, respondem por aproximadamente 1,5 milhão de pessoas com idade escolar que estão fora da sala de aula.

• Para cada 100 alunos que entram na primeira série, somente 47 terminam o 9º ano na idade correspondente, 14 concluem o ensino médio sem interrupção e apenas 11 chegam à universidade.

• 61% dos alunos do 5ºano não conseguem interpretar textos simples. 60% dos alunos do 9ºano não interpretam textos dissertativos.

• 65% dos alunos do 5ºano não dominam o cálculo, 60% dos alunos do 9º ano não sabem realizar cálculos de porcentagem.


Medidas que possivelmente poderão combater os índices acima apresentados:


• Mobilização da sociedade para a importância que a Educação exerce.

• Direcionamento de recursos financeiros para escolas e professores.

• Valorização do profissional da educação.

• Implantação de medidas políticas educacionais a longo prazo.

Fonte: Brasil Escola

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Situação da Educação na Sociedade

Vemos a questão da educação ganhando destaque crescente no cenário político e econômico do Brasil. Não bastassem os problemas locais, temos ainda sido bombardeados com pressões de diversas autoridades internacionais em relação às prioridades em nosso país, comparado a outros países emergentes. Os dados apontam para uma situação calamitosa:

• Temos 37 milhões de analfabetos, o pior índice da América Latina, e uma das mais baixas escolaridades do mundo em relação ao potencial econômico. Perdemos para o Haiti e o Gabão (Exame, 12/1994);

• Somente 22% dos alunos ingressos no 1º Grau completam a 8a. série, e apenas 6% chegam à universidade. O custo da repetência do 1º Grau chega a R$ 5 bilhões na rede pública (Folha SP, 7/1994; OESP, 7/1995);

• Ao ritmo atual de escolarização, apenas no ano 2100 o Brasil terá 95% de uma geração com o 1º. Grau completo e somente no ano 3080 90% terá concluído o 2º. (Nova Escola, 12/1993);

• É mais provável que uma criança negra da Baixada Fluminense no Rio de Janeiro ou da Zona Leste de São Paulo morra num tiroteio do que chegue à universidade ( Veja, 11/1991).

Nesse contexto, educação não é questão de oportunidade ou conveniência política. É algo estratégico, visceral para o bem de uma sociedade e fundamental para que o indivíduo realize todo potencial de sua vocação. Há muito que países desenvolvidos entenderam o caráter estratégico da educação para competir no cada vez mais complexo e globalizado mercado mundial.

Contudo, educação não é apenas o processo de transferir conteúdos acadêmicos, mas todo conjunto de instruções, disciplinas e práticas que visam preparar a próxima geração para cumprir um ideal mais elevado. Agregar conhecimento sem dar sentido a ele, sem a implicação moral de utilidade e cumprimento de um propósito transcendente ao indivíduo, é negar a história e a própria natureza da humanidade.
Falamos de caráter, o valor interior capaz de forjar o valor exterior e superar a natureza decaída do homem. O caráter se molda a partir dos valores familiares, do relacionamento e exercício de princípios éticos que consolidem uma identidade interior.
No mundo dos negócios a ética e o sentido do bem comum tem lugar em toda empresa de sucesso que permanece. O custo Brasil seria certamente minimizado se trabalhassemos por uma nova geração de brasileiros que buscasse vencer não pela esperteza ou pelo jeitinho.
Muitos pais, educadores e psicólogos tem refletido sobre a situação da agressividade na adolescência, que cresceu assustadoramente no Brasil e no mundo. O adolescente de hoje enfrenta um mundo de drogas, violência, imoralidade como nunca antes. Os estragos em sua vida comprometem o casamento e a família, ou seja, as próximas gerações.
Nos EUA mais de 1 milhão de adolescentes engravidam por ano, com 40% terminando em aborto. No Brasil uma adolescente brasileira aborta ou tem um filho a cada 30 segundos, sendo quase metade resultante de namoro irresponsável.
O problema não é novo, porém tem piorado muito em nossos tempos pela visão moderna da criança e da educação. Os pais não tem tempo para os filhos, assim criaram artifícios para substituí-los: a televisão, o vídeo-game, a creche, a escola, a empregada, os avós, a rua.
Nesse contexto, é natural que a tarefa de educar seja ingrata, além do que a maioria dos pais hoje sente-se despreparada para fazê-Io. Em pesquisa realizada pelo Dr. Dobson há alguns anos atrás com pais cristãos nos EUA, mais de 70% reconheceram que tem dificuldades em educar seus filhos.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Estarrecedor, Descubra Por quê !!!!!!!!!!!!!!!!

Entre todos os problemas que o chamado analfabetismo emocional pode acarretar, alguns estão intimamente relacionados com a questão da violência. Constatamos na observação de crianças e adolescentes, a presença de comportamentos impulsivos, grande dificuldade em lidar com a frustração, desobediência em casa e na Escola, mentiras e trapaças, envolvimentos constantes em encrencas e discussões, provocações, destruição de propriedade alheia, além de abuso de drogas ilícitas.
Os pais em muitas familias são omissos a grande responsabilidade de exercem com os filhos, isso acarreta um lar vulnerável e enfraquece os laços familiares, os pais já nao assumem o seu papel como o responsável pela guarda e proteção da criança em todos os aspectos, no video abaixo mostra a que ponto a inrresponsabilidade desses pais chegam a incentivarem o filho a fumar maconha, que Deus possa estar guardando as nossas crianças desse absurdo ESTARRECEDOR.

sábado, 28 de agosto de 2010

Deficit de atenção prejudica relação do casal

Comumente associado às crianças, o transtorno que ocorre também com adultos pode gerar diversas crises familiares, infelicidade do casal e até mesmo levar ao divórcio dos cônjuges.
Discordar e discutir são verbos normais em qualquer relação, mas quando um casal não consegue mais resolver seus próprios atritos, talvez seja a hora de procurar a ajuda de um especialista. O transtorno do deficit de atenção é comumente associado às crianças, mas muitos adultos também sofrem com o problema que, se não for tratado adequadamente, pode gerar diversas crises familiares.

Quando um dos cônjuges sofre com esse transtorno, se o problema não for diagnosticado, a estrutura familiar pode ser facilmente abalada. Segundo a psicóloga Andreia Calçada, o distúrbio gera dificuldades organizacionais em todos os sentidos, seja em termos de rotina ou tranquilidade emocional.

Assim como os pequenos, adultos com deficit de atenção têm dificuldades em seguir horários, obedecer a rotinas e permanecer em uma mesma atividade por um longo período, mas o agravante é que no adulto isso interfere também na vida profissional e afetiva.

O problema

A desatenção do cônjuge que sofre com o problema pode ser confundida com falta de amor e levar até mesmo ao divórcio. De acordo com a psicóloga Cláudia Bruscagin, a doença pode gerar diversas brigas sem explicação. Além da grande interferência na relação do casal, o deficit de atenção interfere também na vida dos filhos.

Um tipo de briga comum entre casais que sofrem com o transtorno é referente aos limites das crias. Dra. Andreia Calçada conta que há vários casos em que o pai ou a mãe impõe uma regra --e a parte que sofre com o transtorno, como tem dificuldades com limites, desvalida aquilo combinado anteriormente.

Além disso, como é um problema genético, há grandes possibilidades de em uma mesma casa haver mais de um membro com o transtorno. "Isso simboliza grande sobrecarga para a pessoa que não possui o problema", explica Dra. Cláudia Bruscagin.

É importante que a família busque ajuda de especialistas para realizar o diagnóstico e, se necessário, iniciar o tratamento com medicação e terapia.

Nós sabemos que ninguém é de ferro para aguentar desorganização, atrasos e falta de atenção, mas a terapia pode ajudar o casal na busca de soluções para seus desentendimentos.

Sensibilidade e criatividade --o outro lado

Dra. Cláudia Bruscagin pontua que mesmo com todas as dificuldades enfrentadas por quem sofre com o transtorno, há uma série de qualidades também. "São pessoas sensíveis, carinhosas e criativas". A família deve aprender em conjunto a analisar e considerar todos os pontos.

Já nos pequenos, quanto mais cedo for diagnosticado o transtorno, mais cedo o tratamento pode ser administrado e surtir efeitos. É necessário consultar um neurologista e um psicólogo para efetuar um diagnóstico criterioso, já que o problema não tem sintomas físicos, e a avaliação é muito subjetiva.

Sintomas X diagnóstico propriamente dito

Apesar de o deficit de atenção ser um problema genético, o filho do casal pode não sofrer do transtorno, mas apresentar certos sintomas de desatenção. Isso acontece porque a criança, a exemplo dos pais, passa a agir da mesma maneira que observa em casa.

Essa questão, no entanto, pode ser modelada por regras dos pais. O estabelecimento de uma rotina, tanto para pais quanto para filhos, é essencial para haver disciplina e evitar esquecimentos. O que a família precisa é de amor, muuuuita paciência e consciência para buscar a ajuda.

Exigência dos pais não pode tirar espontaneidade dos filhos

Algumas pessoas são tão exigentes que parecem nunca encontrar algo que realmente as satisfaçam. Criam um código de regras como se fossem universais. Aquilo que pensam e apreciam, nos diversos aspectos da vida, é para elas (e para os outros) o óbvio de como as coisas têm que ser. De tão convictas na defesa de suas idéias, fica difícil questionar a posição que tomam.Entre elas, existem as que se cobram demais. Estão sempre em busca de normas de conduta para auxiliá-las em seus passos na vida, de modo a garantir o bom desempenho naquilo que fazem. Só que ninguém nunca ouviu falar. Elas não existem. Geralmente, são pessoas muito inseguras, que não conseguem ser elas mesmas e fantasiam haver um jeito único de agir nos diferentes momentos da vida. Veem o mundo de maneira estática. No fundo, não confiam nelas próprias, com sua capacidade de resolver problemas e situações no aqui e agora.

Há outras que projetam toda sua rigidez em seus semelhantes. Consideram-se acima de qualquer suspeita. Permitem-se pequenos (e grandes) deslizes, percebidos pelos outros como uma traquinagem inocente de sua parte. Suas desculpas são sempre esfarrapadas – para variar, sempre o outro é o culpado.
É claro que ter um padrão alto para as coisas não é algo necessariamente ruim. Pelo contrário. Isso pode nos impulsionar a ir em frente, crescer, desenvolver, buscar. Mas quando esse comportamento se torna algo exacerbado, pode prejudicar tanto a pessoa em questão quanto aquelas que convivem com ela – principalmente seus familiares.

Pessoas assim estão sempre se frustrando, pois nunca alcançam o ideal, que como o nome diz, existe apenas no plano das idéias. Quando isso se refere à criação dos filhos, as coisas podem se complicar: aquele ser criado por ela, idealizado em todos os sentidos, passa longe do seu plano prévio. É a lembrança constante da imperfeição do mundo e do ser humano. E de si mesma.

Assim, acabam criando o filho impedindo-o de ser ele próprio. Qualquer manifestação de sua humanidade lhe soa como uma provocação. Mesmo que isso seja apenas a expressão de sua felicidade.

Sem espontaneidade
O filho, por sua vez, fica meio perdido em como deve agir. Afinal, não é tarefa simples para ninguém saber o que o outro quer e muito menos deixar de ser o que realmente se é.
Aos poucos, a própria criança ou adolescente começa a achar que não vale muita coisa. Tudo que faz é questionável. Nunca nada está bom.

Com certeza, pais assim agem de modo a querer ajudar os filhos. Desejam que sejam boas pessoas. Só que esse conceito é variável. O que é bom para um pode parecer uma tortura para o outro. Como, por exemplo, permanecer mudo durante um jantar em família.

Quer coisa mais gostosa que uma família, nos dias de hoje, reunir-se para compartilhar uma refeição? As crianças costumam achar isso o máximo e deixam toda sua alegria a vista. Falam, riem, movimentam-se e pouco comem. Para muitos, isso nada mais é que pura falta de educação. A confusão está armada: os pais ralham com os filhos, esses se entristecem e aquele que ia ser um jantar memorável se transforma num momento de infelicidade para todos.

Os pais, por não terem os filhos que esperaram; esses, por sua vez, sentem isso – nunca conseguem agradar os pais. Aos poucos, toda a espontaneidade deles vai por água abaixo. Com certeza, a obrigação dos pais é de guiá-los para que amadureçam, inclusive em situações sociais. São aqueles que passam à prole regras mínimas de conduta para que possam viver com outras pessoas. O que está longe de deixarem de ser eles próprios.

Tudo pode ficar melhor se puderem ver os filhos como pessoas, cujas atitudes não se resumem em provocá-los, que têm vida e desejos próprios. Afinal, quando amamos alguém, amamos o que ele é.


Fonte: G1

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Ensino religioso gera polêmica nas escolas brasileiras

O ensino religioso ministrado em escola pública pode se transformar num perigoso espaço de luta pelo poder e atentar contra minorias religiosas no país, alertou a professora Roseli Fischmann ao falar para estudantes da Universidade Metodista de São Paulo (Umesp).

Ponto polêmico mesmo nos dias atuais, apesar da Constituição política da nação assinalar a separação entre Igreja e Estado, o assunto foi tema, na quarta-feira, 9, do Café Teológico, evento promovido pelo Centro Acadêmico João Wesley, com o apoio da Faculdade de Teologia (FaTeo) e da Rede Ecumênica da Juventude.

Roseli Fischmann adiantou que pesquisas acadêmicas detectaram vários exemplos de práticas religiosas adotadas no ambiente escolar que, aceitas pela maioria cristã, discriminam outros grupos religiosos. Para a professora, julgar que a maioria deva determinar os rumos de qualquer grupo social é uma distorção do princípio democrático.

A professora do Programa de Pós-Graduação em Educação da Umesp afirmou que a liberdade de consciência diz respeito ao íntimo dos indivíduos e mesmo o uso da violência ou a tortura não são capazes de cerceá-la.

O indivíduo pode até ser coagido a determinadas ações, mas é impossível controlar o que se passa em seu pensamento, afirmou a pesquisadora, segundo a repórter Suzel Tunes, da Assessoria de Comunicação da Umesp.

Já a liberdade de crença, também de caráter interior, “aloja-se no ninho da liberdade de consciência”. A liberdade de culto é a exteriorização da liberdade de crença e ocorre no espaço coletivo.

A separação entre Igreja e Estado foi determinada no Brasil pela proclamação da República, em 1889. “Mas esse ponto sempre foi polêmico”, disse a professora. O Estado, além de garantir a liberdade de culto, reconhece que valores religiosos podem ser relevantes para a população.

Esse reconhecimento explica, por exemplo, a isenção fiscal que privilegia templos religiosos, a existência de capelanias militares e o acordo do Brasil com a Santa Sé, assinado no ano passado.

Segundo a professora, esse acordo fere o Artigo 19 da Constituição, que proíbe ao Estado firmar qualquer tipo de acordo com religiões ou seus representantes.

Fonte: ALC / Gospel+