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sexta-feira, 22 de maio de 2020



O mundo dá voltas, mas Deus não!!!

Nossos ancestrais exploraram o mundo, novos continentes. Os nossos descendentes irão explorar outras galáxias. Nós hoje nos debruçamos sobre a nossa própria natureza. Necessitamos conhecer melhor as pessoas que nos cercam e como lidar melhor com pessoas nos seus diversos contextos em meio a esse mundo pandêmico.
Uma coisa é certa essa pandemia abriu nossos olhos para algumas coisas, já não damos tanto valor para uma casa dos sonhos, um carro da moda ou uma roupa estilosa, enxergamos o outro de uma forma mais humanizada, sentido mais o choro de famílias que perderam um ente querido ou um pai de família que luta para trazer o pão. Não podemos esquecer do isolamento social que nos isolam do mundo mais não de quem nós amamos.

A eclosão da pandemia tem gerado morte, caos social, incertezas e a paralisação da economia foi uma ação sem precedentes. No passado já nos deparamos com pandemias, mas nunca desligamos a economia global nesta esfera. A retomada econômica ainda é uma incerteza, pois nunca passamos por desligar o planeta como fizemos dessa vez, o desemprego é crescente. Alguns países retomarão seus  setores mais rápidos que outros.
Como a economia é interligada e os países estão interconectados, por mais que alguns setores se reaqueçam rápido, o efeito global continua sendo caótico , pois a maioria dos setores e países vai se recuperar mais lentamente. A atividade econômica vai demorar algum tempo para se normalizar.

Com tudo isso cabe a pergunta Deus esqueceu de nós? A resposta é, de maneira nenhuma. Ele está no controle do universo e também da nossa vida. Deus é onipotente, Deus é sábio e bom. Então Deus não precisa recalcular ou atualizar seus planos. Em provérbios 16:1 diz: “ o homem faz planos , mas a resposta certa vem da boca do Senhor” Nós não podemos administrar determinadas situações da vida e por isso, muitas vezes, ficamos ansiosos, aflitos, até angustiado. Se nós entendermos que Deus está no controle, que Deus está com as rédeas da nossa vida em suas mãos, nós podemos saber que ele trabalha por nós e não contra nós. No salmos 46:1 Deus nos lembra:
“Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia.” Por isso se Deus está no comando continue confiando, faça como a mãe de Moisés que pôs ele num cesto e colocando no rio nilo, cheio de perigos, mas seu destino foi chegar nas mãos da filha do faraó que o adotou, seja como Moisés deixe Deus te levar tranquilamente em meio aos perigos, continue no cesto e deixe a mão de Deus te guiar à vitória. 

                                                                                                                   Apolônio Albuquerque

domingo, 31 de julho de 2016

UM PORTO SEGURO CHAMADO FAMILIA

Desde os primórdios da humanidade a família sempre esteve presente na sociedade, na verdade sem famílias não existiriam as relações sociais, em cada época ela passou por transformações, mas nunca perdeu a verdadeira essência e a razão dela existir que é proporcionar segurança, acolhimento e amor para os seus membros.

Na década de 80, lembro que se investia mais tempo nos relacionamentos familiares, as brincadeiras eram mais didáticas, as crianças empinavam pipa, jogavam pião, brincavam de esconde-esconde, as meninas eram mais vistas com bonecas. Agora em pleno século XXI, nossos filhos são alienados pelos jogos eletrônicos, facebook, whatsapp, etc. Mães que mandam mensagens aos filhos dizendo que o almoço está na mesa, estando os mesmos em casa, sem falar na programação em frente da televisão que tem tirado horas de diálogos que jamais poderão ser recuperados. E isso passa muitas vezes desapercebido, são inimigos que utilizam de sutilezas e minam o equilíbrio familiar. Essas mudanças não estão apenas ligadas aos produtos ou novas tecnologias, estes processos têm influenciado a nossa cosmovisão de sociedade e as relações interpessoais cotidianas.

Não podemos deixar que o modo que enxergamos a família também se transforme.  Cada família tem sua história peculiar, não importa se ela seja bem-sucedida ou cheia de infortúnios, ela não pode ser construída ou alicerçada pelo fator a sua volta e sim por virtudes que são absorvidas ao longo dos anos. As dificuldades devem ser assimiladas como um acontecimento oportuno para se solidificar laços, criar soluções e transpassar barreiras, mas isso só pode ser alcançado se houver união.

         É importante sabermos que temos uma família que está do nosso lado em qualquer situação, uns apoiando os outros, é saber dar e receber, para encontrar o caminho da paz e da harmonia. A bíblia diz que “Se o Senhor não construir a casa, é inútil o cansaço dos pedreiros”. O homem pode trabalhar em prol dos seus familiares, mas é Deus quem edifica a sua família. Quando uma família entende esse princípio e permanece confiante entendendo que a família é projeto de Deus, nada poderá destruir aquilo que Deus consubstanciou

sexta-feira, 29 de julho de 2016

A BUSCA PELA FELICIDADE

Muitos tem buscado como objetivo primeiro encontrar a felicidade, mas ela não pode ser um estado de todos, isso porque existem variantes e conceitos que a torna distinta entre um ser humano e outro.Quando experimentamos um momento que leva a satisfação prolongada, a realização pessoal e a inexistência completa de qualquer tipo de dor e sofrimento, a isso alguns chamam de felicidade. A felicidade é constituída por um universo de emoções e sentimentos, que pode ser motivado por algum acontecimento especifico como: uma família estável, um desejo realizado ou mesmo um sonho consumado.

O tema já vem sendo abordado por grandes filósofos, pela psicologia e inúmeras religiões. Os filósofos associavam a felicidade com o prazer, um exemplo disso é a filosofia dos Epicuros que para atingir a felicidade, era necessário um estado consumado pela ausência da dor física e a imperturbabilidade da alma. Já no pensamento hedonista, que diz ser o prazer o princípio e o fim de uma vida feliz. Mas sabemos o quanto é difícil definir a felicidade como um todo, de onde ela surge, os sentimentos e emoções envolvidos. Os filósofos têm se preocupado com o tema e tem tentado descobrir quais comportamentos e estilos de vida poderiam levar os indivíduos à felicidade completa.

Freud o pai da psicanálise acreditava que todo indivíduo era motivado pela busca da felicidade, algo que pudesse dar prazer em tantos desgostos experimentados pela vida, mas isso não passava de um pensamento utópico, já que o fracasso faz parte de nossas experiências como pessoa, portanto, o máximo que experimentamos na condição de ser humano é uma felicidade fracionada.

O ser humano que se liga a uma religião parece aumentar a felicidade e o bem-estar em uma sociedade, principalmente quando ela não consegue suprir adequadamente as necessidades básicas como: alimento, emprego, saúde, segurança e educação. Existem diversas religiões no mundo em que vivemos, cada uma de acordo com sua crença consegue encontrar nela a solução para uma vida feliz. Não podemos esquecer que Deus é muito mais que um sistema religioso, Ele transcende a isso, quando acreditamos que Deus está no controle de nossa vida e temos esperança em seus desígnios para conosco, aí sim podemos viver uma vida feliz, porque Deus não nos esqueceu. A nossa felicidade é viver a vida de que Deus quer que a vivamos.

Apolônio Alves de Albuquerque

domingo, 20 de abril de 2014

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO E O SEU SIGNIFICADO PARA NÓS


Texto:"Mas, no primeiro dia da semana, alta madrugada, foram elas ao túmulo, levando os aromas que haviam preparado. E encontraram a pedra removida do sepulcro;  mas, ao entrar, não acharam o corpo do Senhor Jesus. Aconteceu que, perplexas a esse respeito, apareceram-lhes dois varões com vestes resplandecentes. Estando elas possuídas de temor, baixando os olhos para o chão, eles lhes falaram: Por que buscais entre os mortos ao que vive? Ele não está aqui, mas ressuscitou. Lembrai-vos de como vos preveniu, estando ainda na Galiléia, quando disse: Importa que o Filho do homem seja entregue nas mãos de pecadores e seja crucificado e ressuscite no terceiro dia. Então se lembraram das suas palavras. E, voltando do túmulo, anunciaram todas estas cousas aos onze e a todos os mais que com eles estavam. Eram Maria Madalena, Joana, Maria, mãe de Tiago; também as demais que estavam com elas confirmaram estas cousas aos apóstolos. Tais palavras lhes pareciam um como delírio, e não acreditaram nelas. Pedro, porém, levantando-se, correu ao sepulcro. E, abaixando-se, nada mais viu senão os lençóis de linho; e retirou-se para casa, maravilhado do que havia acontecido."    Lucas 24:1-12

Introdução:
De acordo com o calendário da chamada "semana santa", o domingo é o "Dia da Ressurreição" do Senhor.
A ressurreição teve profundo significado para os discípulos do Senhor naqueles dias...
E hoje, qual o significado para nós?


I - OS MOTIVOS QUE LEVARAM OS DISCÍPULOS A CREREM NA RESSURREIÇÃO

a) A PROVA DO TÚMULO VAZIO
a.1) Os romanos tomaram precaução excessiva com o sepulcro, objetivando evitar a ressurreição...
"No dia seguinte, que é o dia depois da preparação, reuniram-se os principais sacerdotes e os fariseus e, dirigindo-se a Pilatos, disseram-lhe: Senhor, lembramo-nos de que aquele embusteiro, enquanto vivia, disse: "Depois de três dias ressuscitarei." Ordena, pois, que o sepulcro seja guardado com segurança até ao terceiro dia, para não suceder que, vindo os discípulos, o roubem, e depois digam ao povo: Ressuscitou dos mortos; e será o último embuste pior que o primeiro." Disse-lhes Pilatos: Aí tendes uma escolta; ide e guardai o sepulcro como bem vos parecer. Indo eles, montaram guarda ao sepulcro, selando a pedra e deixando alí a escolta." - Mateus 27:62-66.
Notas: 1) Escolta: dezenas de soldados;  2) "selando a pedra" - provavelmente usaram uma corda, passando-a por sobre a pedra e selando as extremidades no sepulcro com cera, de modo que qualquer violação poderia ser facilmente detectada.
a.2) As medidas tomadas por eles de nada adiantaram... Jesus Ressuscitou!
Quando o Anjo chegou, os soldados cairam desacordados...
"Eis que houve um grande terremoto; porque um anjo do Senhor desceu do céu, chegou-se, removeu a pedra e assentou-se sobre ela.
O seu aspecto era como um relâmpago, e a sua veste alva como a neve.
E os guardas tremeram espavoridos, e ficaram como se estivessem mortos." - Mateus 28:2-4
a.3) Mas o "túmulo vazio" não foi a única prova, e não foi suficiente para a crença na ressurreição. No primeiro momento, o "túmulo vazio" significou:

1) Para as Mulheres: "M Ê D O""E, saindo elas, fugiram do sepulcro, porque estavam possuídas de temor e de assombro; e de medo nada disseram a ninguém." - Marcos 16:8.
2) Para Maria Madalena: "R O U B O""Então lhes perguntaram: Mulher, por quê choras? Ela lhes respondeu: Porque levaram o meu Senhor e não sei onde o puseram." - João 20:13
3) Para os Discípulos: "INDIFERENÇA""De fato alguns dos nossos foram ao sepulcro e verificaram a exatidão do que disseram as mulheres; mas a ele, não o viram" - Lucas 24:24
4) Para Tomé: "TOTAL INCREDULIDADE""Se eu não vir nas suas mãos o sinal dos cravos, e ali não puser o meu dedo, e não puser a minha mão no seu lado, de modo algum acreditarei" - João 20:25

b) AS "APARIÇÕES DO SENHOR"Além da prova do "túmulo vazio" foram as "aparições do Senhor" que propiciaram a crença imediata na ressurreição.
As dúvidas foram completamente dissipadas.


1) Maria Madalena:"Disse-lhe Jesus: Maria! Ela voltando-se, lhe disse em hebraico: RABÔNI, que quer dizer: MESTRE"
"Então saiu Maria Madalena anunciando aos discípulos: VI O SENHOR! e contava que lhe dissera estas cousas!"
- João 20:16,18
2) Os Dois Discípulos no Caminho de Emaús:"... então se lhes abriram os olhos, e o reconheceram..."
"... voltaram para Jerusalém onde acharam reunidos os onze e outros com eles... contaram o que lhes acontecera no caminho, e como fora por eles reconhecido no partir do pão." - Lucas 24:31,33 e 35.
3) Os discípulos, no Cenáculo:"...Alegraram-se, portanto, os discípulos ao verem o Senhor" - João 20:20
"Então, eles, adorando-o, voltaram para Jerusalém, tomados de grande júbilo;" - Lucas 24:52
4) Tomé:
"Senhor meu e Deus meu!" - João 20:28


II - O QUE É A RESSURREIÇÃO

1) É um fato histórico:
Não diretamente, mas indiretamente, já que ninguém presenciou o "ato da ressurreição" em si!
É indiretamente um fato histórico porque:-
- O sepulcro vazio
- As aparições
- O testemunho das mulheres
- O testemunho dos discípulos
- O testemunho e a ratificação dada pelos apóstolos
- e até mesmo o testemunho dos soldados ( Mateus 28:11 )


AFIRMAM QUE ELE RESSUSCITOU!
É preciso crer, pela fé!
Exemplo: nós não vimos quem descobriu o Brasil, contudo, com base nos relatos cremos que foi Pedro Alvares Cabral!


2) Não é apenas a vivificação de um cadáver, mas a entronização da realidade corporal de Jesus, transfigurado na glória de Deus! Paulo disse: "A esse Jesus que vós crucificastes, Deus o fez Senhor".
3) É vida!"Porque assim como em Adão todos morrem, assim também todos serão VIVIFICADOS EM CRISTO" - I Cor 15:22

III - O SIGNIFICADO DA RESSURREIÇÃO PARA NÓS

1) As provas que temos:

a) da história : traz até nós os relatos do....
- O sepulcro vazio
- As aparições
- O testemunho das mulheres
- O testemunho dos discípulos
- O testemunho e a ratificação dada pelos apóstolos
- e até mesmo o testemunho dos soldados ( Mateus 28:11 )
b) o relato da Bíblia Sagrada, que é para nós A PALAVRA DE DEUS!
A Bíblia é a nossa única regra de fé e prática. Cremos a Bíblia Sagrada não contém a palavra de Deus, Ela é a Palavra de Deus! Assim sendo, cremos na veracidade de todos os fatos bíblicos registrados...
c) os testemunhos dos cristãos ao longo destes 2012 anos de história...
Milhares e milhares de pessoas se encontraram com o Senhor, e deram veementes testemunhos... Pessoas sérias, responsáveis, cujos relatos merecem total credibilidade!
d) os testemunhos dos cristãos de hojeO evangelho se alastrou por todo o mundo. Há milhares de cristãos por toda parte. Há sempre alguém por perto que teve um encontro real com o Senhor, que foi transformado pelo poder vivificador do Cristo ressurreto, mudando radicalmente a sua forma de viver... Estes testemunhos vivos nos ajudam a crer que de fato Cristo vive!
e) as "aparições" do Senhor a nós...Tudo o que dissemos acima contribui para a nossa crença na ressurreição de Cristo. Contudo o que nos leva a crer piamente são as "aparições" do Senhor a nós...
Da mesma forma que Ele apareceu aos discípulos nos dias imediatos à crucificação e sepultamento, Ele vem hoje e se revela a cada um de nós, pessoalmente... Hoje Ele não se manifesta fisicamente como naqueles dias, sendo a Sua presença perceptível espiritualmente.
Ele vem a nós hoje através do Espírito Santo, e bate à porta dos nossos corações: "Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e com ele cearei, e ele, comigo." (Apoc 3:20) Quando abrimos a porta, Ela entra e faz ali morada. A Sua presença afeta e muda radicalmente as nossas vidas, espiritualmente, e também fisicamente. Nunca mais seremos as mesmas pessoas...


2) O que a ressurreição do Senhor significa para nós:

a) iluminação
 - iluminou o nosso entendimento e nos revelou Deus e o Seu reino
b) salvação - fomos salvos por ele da morte espiritual decorrente do pecado
c) libertação - conhecemos a Verdade, e a Verdade nos libertou - Agora somos verdadeiramente livres!
d) paz - a agitação interior que nos inquietava foi dissipada, em Cristo temos verdadeira paz!
e) vitória - em todas as cousas somos mais que vencedores em Cristo Jesus que nos amou!
f) vida abundante - em Cristo temos: - vida espiritual, saúde , constante alegria!
g) vida eterna - da mesma forma que a morte não foi suficiente para reter o Senhor Jesus, também não nos reterá! Temos vida aqui neste mundo, e a teremos para sempre (eternamente) junto a Deus, no novo céu e na nova terra!


IV - CONCLUSÃO
A ressurreição é o complemento no plano da redenção.
Não tivesse havido ressurreição, a mensagem do Evangelho não estaria completa!
É a partir da ressurreição que se fortalecem as demais doutrinas básicas da fé cristã. Esse evento fortaleceu a crença na deidade de Cristo, na imortalidade da alma e na vida eterna.
A postura dos discípulos, antes da ressurreição, era de desânimo, e até pensavam em fracasso... "pensávamos que era Ele quem havia de remir a Israel..."! Estavam confusos e desnorteados. A certeza da ressurreição de Cristo recrudesceu os ânimos e injetou nova vida em todos eles.
Assim, a ressurreição é a vitória de Cristo sobre a morte, mas é também a vitória da Igreja Apostólica, e a vitória de todos os homens de fé, em todos os tempos. É, inclusive, a nossa vitória.


Fonte: instituteffl.com

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Perdão, Devo Praticar?



“Tu és bondoso e perdoador, Senhor, rico em graça para com todos os que te invocam”.   Salmos 86:5

Introdução :

Perdoar é um dos atos básicos da fé cristã, pois, a nossa entrada na vida que Jesus Cristo nos ofereceu, só foi possível porque recebemos perdão de nosso Deus e Pai. Ele nos perdoou, mediante a obra de seu Filho feita na cruz, em nosso favor. Amor e perdão sempre caminham juntos.

 “Deus é amor”, é a mais formosa definição que a Bíblia apresenta. E a maior prova do seu amor para conosco foi perdoar todos os nossos pecados. Porque ele nos ama ele nos perdoou. Perdoar é um atributo de Deus.

Perdoar é um mandamento da Palavra de Deus. Não é um sentimento, nem depende de nossa vontade ou emoção. A Palavra declara: “sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo vos perdoou” (Efésios 4.32); “Suportai-vos uns aos outros, perdoai-vos mutuamente, casa alguém tenha queixa contra outrem. Assim como o Senhor nos perdoou, assim também perdoai vós” (Colossenses 3.13).

Quando Deus nos perdoou, pôs um fim à situação desastrosa em que nós nos encontrávamos, pois, estávamos condenados à morte como consequência do nosso pecado de desobediência. Ele nos chamou para uma nova vida, onde o amor e o perdão sempre têm a sua máxima expressão. Perdoada a nossa ofensa, o relacionamento amoroso que nos une ao Pai Eterno foi restaurado. Diante desse ato de misericórdia e amor imerecido devemos, do mesmo modo, estender perdão a todo aquele que nos ofender. O perdão de Deus deve gerar em nosso coração o desejo de perdoar incondicionalmente, tal com ele fez conosco.

Perdoar significa deixar de considerar o outro com desprezo ou ressentimento. É ter compaixão, deixando de lado toda a ideia de vingar-se daquilo que foi feito ou pelas consequências que sofremos.

A base sobre a qual exercitamos o perdão

A base para o ato de perdoar é o completo e livre perdão que recebemos do Pai. Assim como ele nos perdoou, nós perdoamos. Como filhos de Deus o perdão que expressarmos, deve ser análogo ao seu perdão “perdoando-vos uns aos outros como, também Deus, em Cristo, vos perdoou” (Efésios 4.32), ensina o apóstolo. É inconcebível viver sob o perdão de Deus sem perdoar ao próximo.

Quando Jesus ensinou os seus discípulos a orar, ele colocou um pedido ao Pai: “perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado os nossos devedores” (Mateus 6.12). É esse espírito de perdão que deve permanecer em nós. Se o Pai, antecipadamente, nos perdoou, quando não éramos merecedores, em gratidão ao seu amor perdoador, nós devemos, também, perdoar aos que nos ofendem. O perdão deve uma característica do nosso viver cristão. Se o amor perdoador de Cristo foi sacrificial, ele se deu por nós, da mesma forma o nosso amor deve se expressar dando-nos, em amor, por aquele que nos ofendeu.

Quando devemos perdoar

Há dois momentos, em especial, que o perdão deve se expressar:

(1) No momento em que fomos atingidos - injuriados, maltratados, ofendidos, perseguidos, etc. O exemplo de Estevão mostra que ele perdoou no mesmo momento da agressão recebida (Atos 7.60) “Então, ajoelhando-se, clamou em alta voz: Senhor, não lhes imputes este pecado”. Apedrejado até a morte, ele não pensou em si, pensou na situação dos agressores diante de Deus perdoou-os e rogou por eles. Eis, aí manifesto o mais elevado e magnífico espírito cristão de perdão. Este primeiro mártir da fé cristã imitou o Senhor Jesus que orou na cruz: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lucas 23.34).

(2) Quando aquele que ofendeu pede perdão – Devemos estar preparados para perdoar, tão logo nos for solicitado o perdão. Deve ser uma atitude imediata e sem guardar ressentimento algum. Isso se expressará mais fácil na medida em que amadurecemos em nossa vida espiritual. O perdão tem de ser um ato de nossa vontade disciplinada. Ele não é um sentimento, nem é facultativo. Ele resulta de colocar a nossa vontade sob a vontade de Deus.

Quantas vezes devemos perdoar

Essa foi a pergunta que Pedro fez a Jesus. A resposta do Senhor trouxe algo novo, demonstrando que já não estamos sob a Lei, estamos sobre a Graça de Deus. “Senhor, até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, que eu lhe perdoe? Sete vezes? Respondeu-lhe Jesus: Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete” (Mateus 18.21,22). Se a Lei determina um número de vezes para perdoar, o Evangelho de Cristo não determina números, determina a aplicação do amor em grau infinito.

Condições para recebermos perdão

Perdoar para ser perdoado é o ensino de Jesus:

 - “se, porém, não perdoardes aos homens [as suas ofensas], tampouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas”. (Mateus 6.15).
- “Assim também meu Pai celeste vos fará, se no íntimo não perdoardes cada um ao seu irmão” (Mateus 18.35).
- “E, quando tiverdes orando, se tendes alguma cousa contra alguém, perdoai, para que o vosso Pai celestial vos perdoe as vossas ofensas” (Marcos 11.25).

O perdão "a" nós mesmos

Muitas vezes, antes de podermos perdoar os outros, devemos perdoar a nós mesmos. Habitualmente somos mais duros conosco do que com os outros. Devemos recordar que Cristo nos perdoou. Mateus 22.39 nos ensina: “Amarás ao teu próximo como a ti mesmo”. Precisamos sentir que ele nos ama e já nos perdoou. Para que isso ocorra, devemos lembrar a posição em que Deus já nos colocou: “nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus” (Efésios 2.6). Precisamos nos ver como somos aos olhos de Deus e não segundo os nossos incorretos sentimentos. Em Cristo está a nossa vitória.

Valor do Perdão

Perdoar é essencial ao nosso bem estar interno e ao testemunho externo da igreja. Sem esta prática as ervas daninhas da amargura, do ódio e do ressentimento impedirão de que representemos ao mundo, integralmente, o caráter de Jesus o nosso Senhor e Salvador. 

Fonte: estudosbiblicos

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Quando Eu Sou o Inimigo


O ser humano tende a interpretar uma situação apenas pelo que ele acha que vê, basta olhar um pouco diferente que imagina que aquela pessoa está contra você. Quando pensamos assim vivenciamos certas situações bem extremistas, como no primeiro dia de aula, já imagina que ninguém gosta de você. Aquela pessoa sentada a sua frente na igreja só porque ela deu um glória a Deus, entende que isso foi uma afronta a você. A pessoa que muitas vezes falava sempre com um sorriso no rosto ficou sabendo que seu filho sofre de uma doença mortal e por isso ao falar com você já não tem a mesma alegria nas palavras e isso já serve como um modelo para ser julgada como uma pessoa que não vai com a sua cara, por você não saber o que está acontecendo. Muitas vezes dizemos ninguém me ama, mas não deixamos as pessoas a nossa volta participarem de nossa vida e exprimirem seus sentimentos.

Vamos falar a verdade, o problema por vezes está com a gente mesmo. Criamos com muita facilidade verdadeiros monstros e gigantes para nossa vida. E ainda dizemos que ninguém nos entende. Vemos inimigos por todos os lados, quando existe muita gente ao nosso lado querendo nos ajudar.

Reclamamos da falta de amor, esquecendo que nem sempre damos espaço para sermos amados. Achamos que o mundo todo está contra nós, e não nos damos conta de que o milagre da vida está diante de nós. Ganhamos a chance de viver mais um dia, de lutar e vencer, de batalhar e conquistar, de servir e ser servido. Enquanto olhamos para dentro de nós mesmos e fazemos uma introspectiva, temos a chance de corrigirmos muitos erros que cometemos, se desviarmos o olhar e começarmos a enquadrar os outros como inimigos vamos interromper nosso próprio caminho em direção à Cristo!

Quantas contendas não são feitas sem percebemos que na verdade nós a originamos, não temos mais tempo para vivermos essa vida miserável, temos que avançarmos e entendermos que devemos deixar de lado, essas mazelas que nos fazem pobres e nos qualificam como pessoas mal amadas, onde na verdade somos cheios de amor e não enxergamos isso, na nossa família, na nossa igreja, nos nossos amigos e acima de tudo pelo amor de Deus que está em Jesus seu filho que morreu na cruz em nosso lugar.

Por Apolônio Alves

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

As Decepções da Vida




Um dos maiores erros humanos é de não aceitar as limitações que fazem parte da vida. A busca por um mundo perfeito na verdade só existe em histórias e contos, pelo menos nessa vida. A busca pela felicidade é a causa de muito sofrimento, por querer ter um corpo perfeito, uma vida perfeita ou até mesmo mundo perfeito. O ponto que nos leva a seguir, a caminhar é justamente a esperança de que pelo menos devemos continuar apesar de toda dor causada pela palavra de alguém, ou uma resposta negativa, que muda completamente o rumo e a perspectiva de como a vida funciona. Um autor desconhecido escreveu certa vez:

É loucura:
- odiar todas as rosas, porque uma o espetou.
- entregar todos os seus sonhos, porque um deles não se realizou.
- perder a fé em todas as orações porque em uma não foi atendido.
- desistir de todos os esforços porque um deles fracassou.
- condenar todas as amizades porque uma o traiu.
- descrer de todo amor porque um deles lhe foi infiel.
- jogar todas as chances de ser feliz, porque uma tentativa não deu certo.
A decepção pode acontecer de várias maneiras e de várias formas, com menos ou mais intensidade. Quando ela chega desencadeia perda, frustração, angustia, tristeza.
O transporte que leva muitos a se decepcionarem geralmente são os amigos, parentes, família, namorados e um amor perdido. 

Possivelmente o sentimento de decepção traz consigo mágoa, tristeza, e o mais comum um sentimento de revolta pela dor causada.
Uma pessoa decepcionada pode sofrer mesmo calada, mas dentro de si este sentimento pode causar uma ferida profunda e esta decepção faz com que a pessoa tenha ressentimentos pelo fato de ter tido essa frustração.

Geralmente o maior fluxo de decepção é causado por relacionamentos e de um amor ferido. Nesse caso a dor é maior e traz profunda raiz de solidão.

Quantas vezes sonhamos, e desejamos ser feliz com a pessoa que amamos, mas de repente uma decepção invade a vida da pessoa. Quantas vezes desejamos ser amados, mas ao invés disto nos decepcionamos pelo fato de não sermos amados e correspondidos.

Quantas vezes desejamos um presente no nosso dia de aniversário, ou qualquer outra data, mas nem a lembrança deste momento nós é falado, tristeza e decepção são os presentes que ganhamos.

Quantas vezes desejamos uma palavra de elogio, e recebemos uma palavra de baixa estima que destrói e causa dor. A palavra é como um bálsamo para a alma, mas também é como um vinagre para os ossos, assim é a palavra de vida para a vida e palavra de morte, que causa dor e decepção. Quantas vezes desejamos um aperto de mão, e recebemos uma bofetada.  A decepção é fria e destrutiva, retrata o sentimento mais amargo do coração do homem.

Um beijo que não é dado, um abraço que não foi abraçado, um adeus que não foi dado, pode de alguma maneira trazer uma grande decepção. Uma traição pode trazer raízes de sofrimentos profundo, decepções amorosas são como ferro, que afia o próprio ferro, doe na alma, corta e dilacera o coração. A relação de um amor ferido, uma amizade quebrada pode trazer sérias decepções. Decepcionar-se com alguém é trazer para dentro da alma a falta de perdão, e de carinho, é o sentimento gelado como o frio do inverno. Decepção é a palavra que doe que fere cada sentimento do coração humano. Ninguém deseja ser decepcionado, mas quando isto acontece, o sentimento egoísta, mesquinho de só pensar em si mesmo não deixa a pessoa ser feliz.

Quantas vezes desejamos uma palavra de carinho e de afeto e recebemos palavras dura como pedras, afiadas como espinhos. Quantas vezes desejamos dar amor e recebemos em troca, apenas frieza. Quantas vezes desejamos um abraço apertado, um sentimento de amor e carinho e recebemos a indiferença fria como o mármore. Quantas vezes desejamos a verdade e recebemos em troca a falsidade, que corre como um câncer maligno.

Sonhamos e desejamos ser felizes, e cada momento de nossas vidas fazemos planos e desejamos a conquista de alcançarmos a verdadeira felicidade, mas então vem a tragédia, um, porém e vem a notícia que gera um frio na espinha e uma angustia no peito, e logo em seguida a decepção. Os sonhos se vão, os desejos se acabam a felicidade vai-se embora, e somente a lugar para o sentimento de solidão que se acomoda no coração decepcionado. Olhar para alguém e ver o quanto é linda e maravilhosa, mas com os dias passando, descobre-se que o sentimento era nobre, já não passa de algo triste e vazio. Alguém que poderia ser a razão da vida, mas com a dor da decepção, torna-se apenas um objeto de frustração e ilusão. Do olhar sereno e meigo, apenas um olhar frio, cálido, como a vida que se vai.

Olhar para dentro de nós, muitas vezes decepcionamo-nos com nós mesmo, mas todos de alguma maneira podem nos decepcionar, mas somente o amor de Deus não decepciona o homem.

O amor de Deus preenche este sentimento de decepção. Este amor faz com que tudo ao redor tenha vida. O amor de Deus traz cura para a ferida da decepção. O amor de Deus sara a alma cansada. Só o amor de Deus é a solução para a decepção, Só este amor resolve toda a dor, todo mal causado por toda decepção, este amor dá vida e nos faz enxergar um amanhã de vitória. Obrigado Senhor pelo seu amor.


Adaptado por Apolônio Alves

domingo, 30 de dezembro de 2012

Um Novo Começo



“Irmãos, quanto a mim, não julgo que o haja alcançado; mas uma coisa faço, e é que, esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim, Prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus”. Filipenses 3:13-14

Muitas vezes percebemos que tudo parece está perdido, mas é exatamente nessas horas que entendemos que ainda podemos contornar esse fato. Em tempo algum não nos encontramos tão caídos que não possamos nos erguer. Deus sempre nos dá uma maneira de transformar derrotas em vitórias, desilusões em novo começo, Deus sempre tem um jeito só Dele de levantar nossa cabeça e nos fazer continuar em direção aos seus propósitos.

Temos que acreditar que Jesus nunca nos deixou, por isso por mais dolorosa que tenha sido essa experiência que temos experimentado, devemos ter em mente que ela é efêmera e vai durar um breve momento.

Temos sempre a nossa frente à oportunidade de um novo começo. Não podemos esquecer que o nosso Deus é especialista em novos começos, Ele ainda transforma morte por cruz, em ressurreição, se ele tem esse poder ele pode ressuscitar um novo e precioso começo em nossas vidas e com isso a chance de sermos felizes estando no centro de sua vontade. Não podemos ser detidos pela dor e nem pelas frustrações, mas esses acontecimentos devem servir como alavanca para nos impulsionar a entendermos que nos braços de Deus temos esperança de encontramos alívio e segurança de todos esses problemas.

Quando nos deparamos com essa maravilhosa chance de começarmos de novo, essa nova página virada é o inicio de uma história com um final muito melhor do que poderíamos imaginar e sonhar, não devemos ser detidos por palavras negativas como “você não vai conseguir” essas palavras nada acrescentam em nossas vidas, além de ser uma enganosa perspectiva para construção de nossos ideais.  

Vamos nos conscientizar que somos um excelente candidato para um novo começo e nada que fizemos por pior que seja nos tira o direito de começarmos de novo por isso o apóstolo Paulo escreveu “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo”. 2 Coríntios 5:17.

Deus nos abençoe.

Por Apolônio Alves

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

O que é a Verdade?


Foi à pergunta do Governador Romano Pôncio Pilatos a Jesus. Como resposta, o silencio e um olhar.
Não posso avaliar o motivo da pergunta do Político, principalmente quando no cenário havia uma multidão que exigia uma decisão rápida. Porém, a indagação, e a “resposta” mantêm a reflexão.
O que é a verdade? É a busca (e a pergunta) de cientistas, filósofos, antropólogos, religiosos e sociólogos. É o tema que estimula a vida desde a forma mais rebuscada até a relação mais simples.
O que é a verdade? Qual a minha verdade e qual a sua verdade? E diante do que temos, a verdade é que não temos a resposta.
Nossas verdades mudam de acordo com as várias situações que convivemos. Detestamos com a mesma disposição que odiamos;
justificamos nossas escolhas a medida que a conveniência seja necessária; e, ainda, depende do humor, da simpatia, do momento e do conceito de vida que desenvolvemos a partir do nosso histórico.
Pergunte ao seu coração. Veja quantas vezes nossas verdades se tornaram mentiras? E o contrário? Veja como a pergunta de Pilatos continua viva…
E por que Jesus não respondeu? Bem, Ele viveu, conviveu, tratou, respondeu, estendeu as mãos e expôs a Visão do Reino de Deus num conceito simples onde a agricultura, a pesca, as aves do céu e os lírios do campo foram instrumentos.
Elegeu como amigos prostitutas, cobradores de impostos e inimigos públicos.Andou com pessoas de má reputação. Entrou na casa de ladrões e ceou com a paria da sociedade. Desprezou os sistemas políticos e religiosos, denunciou o exploração em nome de Deus e ofereceu perdão aos oprimidos e perambulantes.
Afirmou que as crianças eram as referencias dos cidadãos do Reino de Deus e viu a vida além dos conceitos humanos. Não especulou o sofrimento, tratou deles com as mãos e com lágrimas e viveu a emoção da vida intensamente.
Agora pense: O que é a verdade?
O silencio do Mestre traz a resposta que só passa ter voz no chão do coração de cada um de nós. Não precisa de prerrogativas, justificativas, eloquência ou informação. Simplesmente se impõe.
A Verdade estava lá no cenáculo, a frente de Pilatos. Assim como está agora aí próximo de você.
Fonte: gospel mais

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

TEMPOS DE CRISE, TEMPOS DE ESPERANÇA



Jeremias foi um profeta judeu que viveu há muitos séculos atrás, cerca de 626 a.C, no Oriente Médio, num país chamado Judá. 

A missão dele era muito difícil: Proclamar os juízos de Deus a um povo incrédulo e duro de coração, que desprezava ouvir a voz de Deus, preferindo escutar os falsos profetas daquele tempo.

Jeremias viveu em um período de declínio e queda do reino de Judá. Ele recebeu, da parte de Deus, a difícil tarefa de advertir a nação sobre a invasão de uma nação estrangeira e, consequentemente, a destruição de Jerusalém. 

Os falsos profetas, porém, anunciavam exatamente o contrário da predição de Jeremias, pois, segundo eles, haveria paz na nação (Jr 23.17). 

No entanto, a exatidão das palavras de Jeremias eram tão grandes que os seus compatriotas sentiam que, de algum modo, ele era responsável pelos acontecimentos adversos. Por isso, ele foi rejeitado, perseguido, preso e lançado em uma cisterna, como se fosse um malfeitor. 

Após a queda de Jerusalém em 19.07.586 a.C., assistimos ao crepúsculo do profeta. Deixado livre pelos babilônios, Jeremias escolheu ficar com Gedalias, o governador nomeado pelo rei de Babilônia, junto com o resto do povo pobre que ficou no país. Mas tarde, foi levado à força ao Egito, onde passa a repreender a idolatria que seus conterrâneos ali praticavam. Segundo a tradição, foi apedrejado até morrer.

Ser profeta de Deus no tempo de Jeremias não era nada fácil. O povo tinha se rebelado contra Deus e, por isso, Jeremias foi desacreditado, rejeitado e considerado um traidor. Ao que tudo indica, ele não viu sequer uma única pessoa converter-se do seu pecado, ao longo do seu ministério de mais de quarenta anos; porém, depois de sua mensagem de julgamento se cumprir, o povo o reconheceu como um verdadeiro profeta do Senhor, embora que isto tenha ocorrido tarde demais.

Jeremias não era o único profeta do seu tempo, mas muitos outros só traziam profecias otimistas, de conquistas, de vitórias, de prosperidade e independência, enquanto Jeremias - o profeta solitário - sustentava a verdade estabelecida por Deus, sobre o seu povo.

Jeremias também pregou contra a violência e criminalidade que existia no meio do povo daquela época. 2.34 Até nas beiras das tuas roupas se achou o sangue dos pobres inocentes; 5.1. DAI voltas pelas ruas de Jerusalém, e procurem pelas praças, para ver se encontram alguém que pratique a justiça ou busque a verdade; 28 Engordam-se e estão fartos; não julgam a causa do órfão e do necessitado, mas mesmo assim prosperam. 9.21-22. Porque a morte subiu pelas nossas janelas, e entrou em nossos palácios, para exterminar as crianças das ruas e os jovens das praças.

Deus, através do profeta Jeremias, também falou contra a injustiça e a corrupção:
22.3.Assim diz o Senhor: Exercei o juízo e a justiça, e livrai o espoliado da mão do opressor; e não oprimais ao estrangeiro, nem ao órfão, nem à viúva; não façais violência, nem derrameis sangue inocente neste lugar. 22.13. Ai daquele que edifica a sua casa com injustiça, e os seus aposentos sem direito, que se serve do serviço do seu próximo sem remunerá-lo, e não lhe dá o salário do seu trabalho.14 Que diz: Edificarei para mim uma casa espaçosa, e aposentos largos.

O mundo de Jeremias não era muito diferente do nosso. Hoje em dia, vemos violência, morte, opressão e injustiça em todas as classes sociais, do palácio à palafita, do templo à tapera, até mesmo em algumas autoridades civis e religiosas que deveriam zelar pelo povo e promover os ideais democráticos.

Assim como em nossos dias, a sociedade judaica da época do profeta Jeremias tinha perdido a moral e os bons costumes, o certo era o errado e o errado tornou-se o certo. Era uma sociedade cheia de violência, até contra as crianças, soltas pelas ruas, entregues à própria sorte. A juventude daquele tempo se fartava de encontros e reuniões, seriam as “baladas” de hoje?. Tudo isto mostra pais sem controle sobre as famílias; Autoridades fracas; Sensualidade à flor da pele; enriquecimento a qualquer custo; falsidade e hipocrisia.

A violência corre solta nas grandes cidades, com milhares de mortes diariamente, motivadas muitas vezes por motivos banais. Até mesmo nas igrejas se manifesta a violência, através da falta de amor ao próximo, e nas várias manifestações de atitudes egoístas e covardes.

Jeremias denunciou a falta de moralidade de uma sociedade que se dizendo religiosa, adorava falsos deuses, que não tinham voz para orientá-los, e nem mãos para castigá-los. Assim como em nossos dias, corrompiam-se desde o menino até o ancião.

Entre 163 países analisados quanto ao índice de percepção de corrupção, o Brasil está em 70° lugar, e em 14° entre os países da América do Sul. Vejamos alguns exemplos dessa corrupção tão poderosa no Brasil: 

Em 1997, o Banco do Brasil enterrou 210 milhões de reais na falência da construtora Encol; 

Em 2001, foi descoberto um rombo de 220 milhões de reais no programa do seguro-desemprego do Ministério do Trabalho; 

Em 2002, uma quadrilha com funcionários, parentes, amigos e ex-assessores de quatro deputados e um senador, todos eleitos pelo Estado do Tocantins, desviou cerca de 10 milhões de reais de dinheiro público; 

Em 2003, documentos de autoridades suíças comprovaram que 33 milhões de dólares depositados na Europa pertenciam a 8 fiscais federais e estaduais da Receita; 

Em 2004, a Polícia Federal descobriu uma quadrilha que há agia há 14 anos e sugou 2 bilhões de reais do Ministério da Saúde; 

Em 2005, descobriu-se que o McDonald“s, a maior rede de lanches do Brasil e do mundo, pagou 5 milhões de reais por uma portaria da Receita Federal; 

Em 2006, a Operação Sanguessuga da Polícia Federal desmantelou uma quadrilha que tinha desviado 110 milhões de reais destinados à saúde, na compra de ambulâncias. 

Pois é, o Brasil de hoje é bem parecido com o Reino de Judá do tempo do profeta Jeremias. O mais grave é ver que em alguns destes escândalos aconteceu a participação de líderes cristãos, pessoas que fizeram alianças políticas para seus próprios benefícios, chegando inclusive a negociar o voto da igreja em troca de favores ilegais ou imorais.

Estamos em tempos de crise, e precisamos de verdadeiros profetas de Deus. Um profeta é um porta voz de Deus. Não fabrica mensagens. Seu compromisso é o de entregar a mensagem que Deus lhe deu, custe o que custar. Geralmente o preço é alto. Tempos de crise são tempos de profetas. O profeta é o último aviso e oportunidade de Deus para um povo rebelde e pecado, antes de julgar esse povo.

Precisamos de mais profetas Jeremias nos dias de hoje, pessoas que estejam dispostas a pregar o Evangelho de Cristo, que ao mesmo tempo que é uma palavra de esperança, amor e perdão, também é um evangelho de condenação e juízo para todo o pecado e maldade que existe no mundo.

Precisamos de pessoas que, cheias da graça e de fé, estejam dispostas a dar seu tempo, seus recursos, sua profissão, e até sua vida, para que a verdade seja anunciada, mesmo que não seja bem aceita pelo povo.

Um verdadeiro profeta de Deus pode ser perseguido ferozmente, pode experienciar sofrimentos e privações nesta vida, pode ser queimado na fogueira da rejeição, pode ser lançado na cisterna do esquecimento, pode ser esbofeteado por mãos ou por palavras, pode até mesmo ter a morte encomendada, mas ele não desiste, porque sabe que na eternidade celebrará a vitória e será honrado por Deus com a coroa de glória.

Eu tenho uma mensagem para os verdadeiros de profetas de Deus, preparados e levantados contra esta geração, espalhados por este Brasil afora: Saiba esperar o seu tempo. 

Apesar de você perceber a injustiça e a maldade no meio do povo de Deus e da nação é preciso saber perceber o momento de Deus para a sua vida; 

Enquanto Deus não te concede grandes espaços e oportunidades para levantar a tua voz, aproveite os espaços e oportunidades agora oportunizados; 

Mesmo que você não venha a alcançar uma projeção nacional ou mundial, tome como seu campo de trabalho o lugar que Deus te colocou, onde ele te usa e usará; 

Nunca fale além daquilo que tiver certeza de que foi mensagem de Deus para os seus ouvintes; 

Nunca deixe de falar nenhuma palavra que Deus te mandou proclamar, por qualquer razão que seja; 

Qualquer perda que você venha a ter, desde que estejas na vontade de Deus, fará parte de um plano maravilhoso que mente humana não consegue alcançar.

O livro do Profeta Jeremias é um Livro que nos faz despertar a tempo de acordarmos para nossos erros. Se nós, cristãos, queremos ser realmente Igreja de Cristo, precisamos urgentemente repensar nossa situação. Não vamos nos deixar cegar pelos presentes e propinas, não vamos nos deixar acorrentar pelas promessas vazias. Devemos proclamar o tempo de arrependimento; O juízo de Deus que se aproxima desta geração. Devemos trabalhar enquanto é dia, antes que chegue a noite, quando nada mais poderemos fazer.

Fonte: palavra viva e fiel

domingo, 4 de novembro de 2012

Por Que o Crente Sofre?


No âmago da mensagem do livro de Jó, acha-se a sabedoria que responde à questão a respeito de como Deus se envolve no problema do sofrimento humano. Em cada geração, surgem protestos, dizendo: “Se Deus é bom, não deveria haver dor, sofrimento e morte neste mundo”. Com este protesto contra as coisas ruins que acontecem a pessoas “boas”, tem havido tentativas de criar um meio de calcular o sofrimento, pelo qual se pressupõe que o limite da aflição de uma pessoa é diretamente proporcional ao grau de culpa que ela possui ou pecados que comete. No livro de Jó, o personagem é descrito como um homem justo; de fato, o mais justo que havia em toda a terra. Mas Satanás afirma que esse homem é justo somente porque recebe bênçãos de Deus. Deus o cercou e o abençoou acima de todos os mortais; e, como resultado disso, Satanás acusa Jó de servir a Deus somente por causa da generosa compensação que recebe de seu Criador. Da parte do Maligno, surge o desafio para que Deus remova a proteção e veja que Jó começará a amaldiçoá-Lo. À medida que a história se desenrola, os sofrimentos de Jó aumentam rapidamente, de mal a pior. Seus sofrimentos se tornam tão intensos, que ele se vê assentado em cinzas, amaldiçoando o dia de seu nascimento e clamando com dores incessantes. O seu sofrimento é tão profundo, que até sua esposa o aconselha a amaldiçoar a Deus, para que morresse e ficasse livre de sua agonia.

Na continuação da história, desdobram-se os conselhos que os amigos de Jó lhe deram, Elifaz, Bildade e Zofar. O testemunho deles mostra quão vazia e superficial era a sua lealdade a Jó e quão presunçosos eles eram em presumir que o sofrimento indescritível de Jó tinha de fundamentar-se numa degeneração radical do seu caráter. Eliú fez discursos que traziam consigo alguns elementos da sabedoria bíblica. Todavia, a sabedoria final encontrada neste livro não provém dos amigos de Jó, nem de Eliú, e sim do próprio Deus. Quando Jó exige uma resposta de Deus, Este lhe responde com esta repreensão: “Quem é este que escurece os meus desígnios com palavras sem conhecimento? Cinge, pois, os lombos como homem, pois eu te perguntarei, e tu me farás saber” (Jó 38.2, 3).

O que resulta desta repreensão é o mais vigoroso questionamento já feito pelo Criador a um ser humano. A princípio, pode parecer que Deus estava pressionando Jó, visto que Ele diz: “Onde estavas tu, quando eu lançava os fundamentos da terra?” (v. 4) Deus levanta uma pergunta após outra e, com suas perguntas, reitera a inferioridade e subordinação de Jó. Deus continua a fazer perguntas a respeito da habilidade de Jó em fazer coisas que lhe eram impossíveis, mas que Ele podia fazer. Por último, Jó confessa que isso era maravilhoso demais. Ele disse: “Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te vêem. Por isso, me abomino e me arrependo no pó e na cinza” (42.5-6).

Neste drama, é digno observar que Deus não fala diretamente a Jó. Ele não diz: “Jó, a razão por que você está sofrendo é esta ou aquela”. Pelo contrário, no mistério deste profundo sofrimento, Deus responde a Jó revelando-se a Si mesmo. Esta é a sabedoria que responde à questão do sofrimento — a resposta não é por que tenho de sofrer deste modo particular, nesta época e circunstância específicas, e sim em que repousa a minha esperança em meio ao sofrimento. A resposta a essa questão provém claramente da sabedoria do livro de Jó: o temor do Senhor, o respeito e a reverência diante de Deus, é o princípio da sabedoria. Quando estamos desnorteados e confusos por coisas que não entendemos neste mundo, não devemos buscar respostas específicas para questões específicas, e sim buscar conhecer a Deus em sua santidade, em sua justiça e em sua misericórdia. Esta é a sabedoria de Deus que se acha no livro de Jó.

Fonte: R. C. Sproul